Economia
Construção fecha 82 vagas de emprego em Rio Preto após sete meses de alta
Dados do Novo Caged mostram retração no mercado de trabalho da construção civil na região em agosto, apesar do crescimento acumulado em 12 meses
A construção civil fechou 82 postos de trabalho com carteira assinada na região de Rio Preto em agosto, interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de saldo positivo na geração de empregos. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), compilados em levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).
Apesar da retração registrada no mês, o mercado de trabalho da construção na regional acumula crescimento de 6,57% em 12 meses. O resultado negativo de agosto também foi observado nas regionais de São José dos Campos, que perdeu 556 vagas, e Santos, com o fechamento de 140 postos de trabalho. Nas outras sete regionais acompanhadas pelo SindusCon-SP, o saldo foi positivo.
Para Rafael Coelho, diretor da Regional do SindusCon-SP em São José do Rio Preto, a redução pode estar relacionada à conclusão de empreendimentos e ao encerramento de contratos de trabalho.
“É uma fotografia do momento em que alguns empreendimentos são entregues e as construtoras finalizam os contratos de trabalho. Acreditamos que em breve haverá retomada positiva na criação de novos empregos no setor”, afirma.
Estado volta a gerar empregos
No conjunto do Estado de São Paulo, a construção civil voltou a registrar saldo positivo em agosto, após três meses consecutivos de fechamento de vagas, entre maio e julho. Foram criados aproximadamente 2,8 mil empregos formais, elevando o estoque de trabalhadores do setor para 832.158.
Em 12 meses, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 1,3%. Do total de empregados, 359.107 atuam em serviços, 264.553 em edificações e 208.498 em infraestrutura.
Na capital paulista, o setor também retomou a geração de empregos, com cerca de 1,5 mil vagas abertas em agosto. O estoque chegou a 355.718 trabalhadores, com crescimento de 1,66% em 12 meses. No acumulado de 2026, o saldo positivo na capital está próximo de 15,7 mil postos de trabalho.
“O resultado de agosto mostra uma retomada do emprego na construção em São Paulo. A recuperação aparece tanto na capital quanto em importantes regiões do estado. O cenário reforça a importância de acompanhar os dados regionalmente, porque os movimentos do mercado de trabalho não ocorrem de maneira uniforme”, observa Eduardo Zaidan, presidente executivo do SindusCon-SP.
Campinas e Bauru lideram contratações
Entre as regionais do interior paulista, Campinas apresentou o maior saldo positivo em agosto, com a abertura de 582 vagas. O resultado interrompeu uma sequência de quatro meses de retração, entre abril e julho. Apesar da recuperação mensal, a regional acumula queda de 1,95% em 12 meses.
Bauru registrou a abertura de 500 postos de trabalho, o melhor resultado para agosto desde o início da série histórica, em 2021. O estoque de trabalhadores cresceu 1,39% no mês, enquanto a variação em 12 meses ficou em -0,14%.
Em Santo André, foram criadas 429 vagas, no segundo mês consecutivo de expansão. Sorocaba abriu 295 postos e manteve a sequência de oito meses de saldo positivo em 2026.
Também apresentaram resultados positivos Mogi das Cruzes, com 138 vagas; Ribeirão Preto, com 84; e Presidente Prudente, com 18. Em Ribeirão Preto, o saldo positivo interrompeu cinco meses consecutivos de resultados negativos.
Construção abre 20,8 mil vagas no Brasil
No cenário nacional, a construção civil criou aproximadamente 20,8 mil empregos formais em agosto, segundo o Novo Caged. No acumulado do ano, o setor soma cerca de 200,4 mil novos postos de trabalho.
Ao final do mês, a construção empregava aproximadamente 3,15 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país. O setor respondeu por 12,57% dos novos empregos formais gerados no Brasil em agosto.
O levantamento do SindusCon-SP é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), com base nos dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. A série histórica, iniciada em 2021, permite acompanhar o saldo de vagas, o estoque de trabalhadores e as variações mensais e acumuladas do emprego formal na construção civil.
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