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Deputados eleitos por Rio Preto divergem sobre fim da escala 6×1

Apesar da maioria dos parlamentares apoiar a mudança, há quem criticou a aprovação do texto

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A aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Senado Federal, na noite de quarta-feira (14), provocou manifestações de deputados eleitos com votação expressiva em Rio Preto. Entre os parlamentares consultados, a maioria declarou apoio à mudança, embora alguns defendam medidas para reduzir os impactos sobre as empresas. O deputado estadual Danilo Campetti (Republicanos), por sua vez, afirmou ser contrário à proposta na forma aprovada.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação. O único voto contra foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A matéria segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

O texto prevê a substituição da escala de seis dias de trabalho para um de descanso pelo modelo de cinco dias trabalhados e dois de folga, além de reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A transição será gradual: a carga horária cai para 42 horas dois meses após a publicação da emenda e chega a 40 horas depois de um ano e dois meses.

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O deputado federal eleito Edinho Araújo (PRD), que recebeu 35.436 votos em Rio Preto, declarou ser favorável à proposta. Ele defendeu diálogo entre empregadores e empregados para considerar as diferenças entre setores da economia e regiões do País.

“Sou favorável ao projeto da escala 6×1 que foi aprovado na noite de ontem pelo Senado Federal. Sempre defendi que houvesse diálogo entre empregadores e empregados em busca de um entendimento”, afirmou.

O deputado estadual reeleito Valdomiro Lopes (PSB), que obteve 30.005 votos na cidade, também apoiou a medida. “Concordo com a aprovação. É uma evolução nas relações trabalhistas”, declarou.

O deputado federal reeleito Motta (PL), que recebeu 14.743 votos em Rio Preto, classificou a aprovação como uma conquista dos trabalhadores. Ele relatou a própria experiência no comércio para defender a mudança.

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“Essa é uma vitória de quem trabalha. Eu comecei atrás do balcão, em Tupã, e sei o que é passar seis dias no trabalho e ter um só para viver. O comerciário vai ter tempo para a família, para estudar, para cuidar da saúde”, afirmou. Motta acrescentou que considera a medida resultado de uma luta de décadas dos trabalhadores.

Já o deputado estadual Itamar Borges (MDB) disse ser favorável ao fim da escala, mas ressaltou que a implementação deve considerar a realidade das empresas, principalmente as pequenas e médias.

“O trabalhador merece mais tempo para descansar e conviver com a família. No entanto, a mudança precisa vir acompanhada de medidas que considerem a realidade das empresas”, afirmou. Entre as alternativas, ele sugeriu incentivos, como a redução de encargos trabalhistas, para ajudar os empregadores a se adaptar à nova jornada sem comprometer a manutenção dos empregos.

Rillo defende redução da jornada

O deputado estadual eleito João Paulo Rillo (PT), que recebeu 41.045 votos em Rio Preto, também defendeu o fim da escala 6×1. Para ele, a aprovação representa uma conquista dos trabalhadores e uma mudança na relação entre jornada profissional e qualidade de vida.

“O fim da escala 6×1 é uma vitória da classe trabalhadora e um enfrentamento necessário à ideia de que o trabalhador deve viver para trabalhar. Todos devem ter o direito ao descanso, ao lazer, à convivência com a família e, sobretudo, ao tempo para viver”, afirmou.

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL) não se manifestou sobre a aprovação até o fechamento da reportagem.

Campetti critica proposta

Em posição contrária, o deputado estadual eleito Danilo Campetti (Republicanos), que recebeu 26.049 votos em Rio Preto, afirmou apoiar iniciativas de valorização dos trabalhadores, mas rejeitou o texto aprovado pelo Senado.

“Defendo uma discussão responsável, com medidas de compensação para as empresas, estímulo à produtividade e segurança para quem emprega e para quem trabalha. É preciso cuidar do trabalhador e também de quem gera emprego”, declarou.

Campetti argumentou que uma mudança sem planejamento pode provocar demissões, aumento da informalidade e dos preços, além de pressionar pequenos empresários. Para ele, a alteração deve ser acompanhada de medidas que considerem os custos para as empresas.

“Sou favorável a medidas que melhorem a qualidade de vida dos trabalhadores, mas sou contrário à proposta do fim da escala 6×1 da forma como foi aprovada”, afirmou.

 

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