Os Estados Unidos e Israel realizaram, neste sábado (28/2), uma ofensiva militar contra o Irã, ampliando a instabilidade no Oriente Médio e elevando o risco de um confronto regional de maiores proporções. Segundo autoridades americanas, a ação teve como foco integrantes da cúpula iraniana e estruturas consideradas estratégicas.
A operação, denominada pelo Pentágono como “Fúria Épica”, teria como alvo principal lideranças políticas e militares do país persa. Autoridades israelenses indicaram que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos, embora não haja confirmação oficial sobre o resultado dos ataques. Informações extraoficiais apontam que comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades políticas teriam morrido, mas esses relatos não foram verificados de forma independente.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e afirmou que bases e interesses dos Estados Unidos na região também estão ao seu alcance. A Guarda Revolucionária declarou que a retaliação continuará até que o que chamou de “inimigo” seja derrotado.
Explosões foram registradas em diferentes pontos do Golfo Pérsico. Relatos indicam estrondos em Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, além de ataques contra o centro de apoio da Quinta Frota americana no Bahrein. O Catar informou ter interceptado projéteis direcionados ao seu território. Também houve registro de explosões nas proximidades da ilha iraniana de Kharg, por onde escoa a maior parte do petróleo exportado pelo país, rota estratégica ligada ao estreito de Ormuz.
Diante do cenário, companhias aéreas internacionais cancelaram voos no Oriente Médio, enquanto moradores de cidades iranianas relataram corridas a bancos e postos de combustíveis, temendo agravamento da crise e possíveis interrupções na internet.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a ofensiva busca impedir que Teerã desenvolva armas nucleares e eliminar ameaças consideradas iminentes. Ele mencionou o histórico de tensões entre Washington e o governo iraniano desde a Revolução Islâmica de 1979 e declarou que a campanha militar pode se estender por vários dias.
Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a ação como preventiva e afirmou que o objetivo é neutralizar riscos à segurança de Israel. O governo determinou o fechamento do espaço aéreo e a suspensão de atividades não essenciais no país.
O novo confronto reduz as já frágeis expectativas de avanço diplomático nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, retomadas em fevereiro. O Irã sustenta que seu programa tem fins pacíficos, mas admite discutir limites em troca da suspensão de sanções, rejeitando, porém, incluir o programa de mísseis balísticos nas tratativas.
Com países produtores de petróleo em alerta e movimentações militares intensificadas, a comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos de um embate que pode redefinir o equilíbrio geopolítico na região.