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Homem diz ser do PCC, cita arma e ameaça escrivã da DDM em Rio Preto

Segundo boletim de ocorrência, suspeito disse conhecer o endereço da policial e deu prazo de 12 horas para que ela retirasse um processo

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Reprodução/ Google Street View
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Um homem de 44 anos é investigado por ameaçar uma escrivã da Polícia Civil, de 33 anos, após ser ouvido em um procedimento policial na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto. Segundo o boletim de ocorrência, ele teria enviado mensagens de áudio com ameaças à servidora pelo WhatsApp institucional da unidade, incluindo a afirmação de que ela teria 12 horas para retirar um processo.

De acordo com o registro policial, o homem compareceu à DDM por volta das 11h, após ser notificado para prestar esclarecimentos por meio do aplicativo institucional. A oitiva ocorreu normalmente, sem incidentes, e ele deixou a delegacia ao término do procedimento.

Pouco tempo depois, no entanto, passou a encaminhar repetidos áudios ao número utilizado pelo cartório e pela escrivã. Conforme o boletim, nas gravações, ele adotou um tom agressivo e intimidatório, afirmou integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e disse conhecer o endereço residencial da policial. Também alegou possuir uma arma de calibre .380 e declarou que o fim dela seria triste.

Nas mensagens, o investigado ainda teria dito que não adiantaria nem mesmo a ajuda de outro policial da unidade, um homem. As declarações provocaram temor e abalo à integridade física e psicológica da vítima, segundo o registro.

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Ao tomar conhecimento da situação, o delegado Guilherme Brandão entrou em contato por telefone com o homem. Durante a conversa, ele negou ter feito ameaças e afirmou estar em um avião com destino ou procedência da Bolívia. Conforme o boletim, durante o diálogo, o suspeito mudou significativamente a postura, passou a falar em tom mais moderado e demonstrou comportamento aparentemente mais tranquilo.

Mesmo após a intervenção do delegado, as mensagens intimidatórias continuaram a ser enviadas ao WhatsApp vinculado ao atendimento da escrivã. Os áudios foram preservados e anexados ao registro policial como elementos para subsidiar a investigação.

O registro policial mostra que as ameaças foram dirigidas especificamente à escrivã, inclusive com menção ao nome dela, e ocorreram após sua atuação nos procedimentos policiais relacionados ao investigado. O documento aponta indícios de que a intimidação também possa ter sido motivada pela condição de mulher da servidora, com o objetivo de constrangê-la no exercício das funções. Segundo o registro, a postura adotada pelo homem diante do delegado foi diferente daquela demonstrada nas mensagens dirigidas à escrivã.

A ocorrência foi registrada como ameaça, desacato e coação no curso do processo. A investigação deverá apurar as circunstâncias e as possíveis motivações da conduta.

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A escrivã manifestou interesse em obter medidas protetivas de urgência, com fundamento na tese 1.412 do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme consta no boletim. O caso foi encaminhado para a adoção das providências de polícia judiciária.

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