Cidades
Homem é preso após matar o próprio irmão a facadas em Rio Preto
Vítima, de 45 anos, foi socorrida, mas morreu no Hospital de Base; suspeito foi encontrado a cerca de 400 metros do local
Um homem de 45 anos morreu após ser esfaqueado dentro de uma residência na tarde desta segunda-feira (12/10), no Residencial Mirante, em Rio Preto. O irmão dele, de 42 anos, foi preso em flagrante suspeito de cometer o homicídio.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada às 16h47 para atender a uma ocorrência envolvendo um homem ferido por faca, com intenso sangramento, em um imóvel na Rua Jaime dos Santos Pereira.
Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a vítima com diversos ferimentos e grande quantidade de sangue espalhada pela residência. Uma equipe de socorro foi chamada e realizou procedimentos de atendimento e tentativa de reanimação. Roberti de Sá Branco, porém, chegou sem vida ao Hospital de Base.
Após conversarem com vizinhos e familiares, os policiais receberam informações sobre o possível autor e iniciaram buscas pela região. O suspeito foi localizado sentado na calçada, nas proximidades de uma residência em construção, a aproximadamente 400 metros do local do crime. Ao lado dele havia uma garrafa de bebida alcoólica, aparentemente de vodca.
De acordo com o registro policial, o homem não resistiu à abordagem, mas foi algemado diante do risco de fuga. Os agentes também observaram manchas de sangue nas mãos e na camiseta escura que ele vestia. A faca que teria sido utilizada na agressão foi encontrada na entrada da residência, perto de uma enxada, em uma área de terra. A cerca de cinco a dez metros do objeto, havia uma grande poça de sangue próxima ao local onde a vítima foi encontrada.
Desavenças familiares
Em depoimento, o suspeito relatou ter consumido bebida alcoólica e, depois, recordado episódios antigos em que, segundo ele, teria sido agredido pelo irmão. Conforme o boletim, ele afirmou ter pegado uma faca e atingido a vítima.
Durante o interrogatório, o homem demonstrou ressentimento em relação ao irmão mais velho e disse sentir-se desrespeitado no ambiente familiar. Também mencionou supostos envolvimentos da vítima com o crime e uma passagem pelo sistema prisional. Em contrapartida, afirmou trabalhar como pintor e negou ter cometido outros delitos.
Questionado sobre a faca, declarou que a havia pegado enquanto preparava comida. Ele não soube informar quantos golpes desferiu nem indicar com precisão as partes do corpo atingidas, alegando não se recordar adequadamente do ocorrido.
O suspeito também mencionou supostas agressões anteriores e afirmou que, em um episódio recente, ocorrido no sábado ou no domingo, o irmão mais novo teria tentado agredi-lo. Segundo o depoimento, ele estaria se recuperando de lesões anteriores e chegou a afirmar que estava com as costelas quebradas, mas esclareceu que se referia a situações passadas, não necessariamente ao dia do crime.
Ao ser questionado se havia agido por vingança e se estava arrependido, apresentou respostas relacionadas às desavenças e às supostas agressões que afirma ter sofrido. Ele declarou não se arrepender do ocorrido e disse acreditar que o irmão também não demonstrava arrependimento em relação aos episódios anteriores.
Conforme o boletim de ocorrência, quatro pessoas moravam no imóvel: a vítima, o suspeito, outro irmão e a mãe deles. Nenhum dos demais moradores teria presenciado diretamente o momento da agressão.
Os policiais receberam informações de que o irmão mais novo teria chegado ao local depois do esfaqueamento. Ao encontrar a vítima ferida e o suspeito aparentemente sem lesões, ele teria tentado contê-lo. O homem, entretanto, deixou o local antes de ser encontrado pela equipe policial.
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia na residência. Segundo o registro, foram constatados diversos ferimentos aparentemente provocados por golpes de faca, entre eles na perna e na região das costelas, próximo ao pulmão. A causa da morte ainda deverá ser complementada por laudo necroscópico e outros exames pertinentes.
Prisão em flagrante
Após analisar as informações reunidas, o delegado responsável ratificou a prisão em flagrante do suspeito por homicídio doloso qualificado, referente a situações em que a vítima é atacada de maneira que dificulte ou impossibilite sua defesa.
A autoridade policial considerou, nesta fase inicial, os relatos dos policiais, as manchas de sangue nas mãos e nas roupas do suspeito, a localização dele nas proximidades do imóvel e as declarações atribuídas a ele sobre o uso da faca e o conflito familiar. Embora não houvesse testemunhas presenciais do momento exato da agressão, o delegado entendeu que havia elementos para formalizar a prisão em flagrante.
O suspeito foi encaminhado à carceragem da Delegacia Seccional de Rio Preto, à disposição da Justiça. O delegado também representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, medida que depende de decisão judicial.
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