Política
Mário Frias critica Lula e diz que maior erro do PT é “quem ainda acredita nele”
Em entrevista ao podcast da Revista Perfil Business, candidato do PL também falou sobre o filme “Dark Horse”, relação com Bolsonaro, saúde e segurança pública
O deputado federal Mário Frias (PL) fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governo petista durante entrevista ao podcast da Revista Perfil Business, nesta segunda-feira (29), em Rio Preto. Ao ser questionado sobre qual considera o principal erro da atual administração federal, Frias respondeu que seria “quem acredita nele” e associou sua avaliação a questões econômicas e sociais.
A declaração ocorreu durante um quadro de perguntas rápidas da entrevista, em que o parlamentar também foi questionado sobre o que considera ter sido o maior erro do governo Jair Bolsonaro (PL) e sobre os principais acertos das duas gestões.
Ao falar sobre Lula, Frias afirmou que o governo não teria correspondido às expectativas de parte da população e criticou os resultados econômicos e sociais da administração. A avaliação é uma posição política do candidato, que mantém alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro e se apresenta como representante de pautas conservadoras.
Questionado sobre um eventual acerto do primeiro governo Lula, Frias afirmou que não havia votado no petista e disse não ter elementos suficientes para fazer uma avaliação positiva da gestão, embora tenha admitido que a primeira administração poderia ter produzido efeitos na economia.
Filme sobre Bolsonaro
Outro dos principais assuntos da entrevista foi o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. Frias, que é produtor executivo do longa, afirmou que a obra está concluída, tem aproximadamente 1h32 de duração e ainda não possui data definida para lançamento. “Eu fiz o argumento, ajudei na produção, fiz toda a parte de prospecção e também fiz uma participação no filme”, afirmou.
Segundo Frias, o projeto foi concebido para registrar uma perspectiva sobre a trajetória de Bolsonaro, especialmente o período que antecedeu a eleição de 2018. Ele afirmou que o objetivo nunca foi necessariamente lançar a produção antes da eleição de 2026, mas deixar um registro cinematográfico sobre o ex-presidente. “É uma forma de deixar registrada uma outra perspectiva sobre o Bolsonaro”, disse.
O longa ganhou repercussão nacional em 2026 por causa das informações envolvendo seu financiamento e a participação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em maio, Frias inicialmente negou que houvesse dinheiro de Vorcaro ou do Banco Master na produção, mas posteriormente admitiu que o projeto recebeu recursos relacionados ao empresário, explicando que a relação jurídica teria sido estabelecida com a empresa Entre Investimentos e Participações.
Em setembro, o caso passou a ser alvo de investigação da Polícia Federal. Frias foi um dos alvos da Operação Make Up, que apura suspeitas relacionadas à destinação de emendas parlamentares e à produção do filme. O deputado nega ter utilizado emendas para financiar o longa.
Na entrevista em Rio Preto, Frias manteve a versão de que Vorcaro teria participado de uma aproximação com uma empresa norte-americana. O deputado também disse que a produção possui estrutura empresarial própria.
Frias negou ainda que o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja sócio do filme ou da produtora. Segundo ele, a participação da família Bolsonaro estaria relacionada à autorização para utilização de direitos de imagem. Em declarações anteriores, porém, o próprio Frias já havia admitido que a produção recebeu recursos relacionados a Vorcaro.
Bolsonaro e Ricardo Salles
Durante a entrevista, Frias reafirmou sua proximidade com Jair Bolsonaro e criticou o tratamento dado ao ex-presidente. O deputado afirmou que considera a relação com Bolsonaro “excelente” e disse que continuará defendendo as pautas que marcaram sua atuação política.
Questionado sobre Ricardo Salles (Novo), que deixou a disputa pelo governo de São Paulo, Frias afirmou que mantém amizade com o ex-ministro. Os dois trabalharam no governo Bolsonaro e, segundo Frias, divergências políticas não deveriam transformar antigos aliados em adversários pessoais.
O deputado também foi questionado sobre a possibilidade de disputar o Senado. Ele afirmou que o eleitor deve avaliar o trabalho realizado durante seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados antes de decidir se pretende apoiá-lo novamente.
Saúde e segurança em Rio Preto
Na entrevista, Frias citou saúde e segurança pública como duas das principais áreas que pretende priorizar na atuação parlamentar. Ele afirmou ter destinado, segundo seus próprios dados, quase R$ 10 milhões para investimentos na saúde de Rio Preto nos últimos quatro anos.
Frias também relatou ter se reunido com o prefeito Fábio Candido (PL) durante sua passagem pela cidade para discutir demandas municipais na área da saúde. “Uma emenda parlamentar não vai resolver o problema de uma cidade como Rio Preto na sua totalidade. Acho que a gente pode contribuir, pode melhorar o atendimento”, afirmou.
O deputado lembrou que recebeu 1.780 votos em Rio Preto nas eleições de 2022 e disse considerar a cidade estratégica pela importância econômica e regional.
Pautas conservadoras
Ao falar sobre uma eventual continuidade do mandato, Frias afirmou que pretende manter a atuação em segurança pública e em pautas relacionadas à educação e à proteção de crianças. Ele citou preocupação com o que classifica como “doutrinação” e sexualização infantil.
No encerramento, o deputado defendeu que os eleitores pesquisem o histórico dos candidatos, suas propostas e a forma como atuaram durante os mandatos antes de decidir o voto.
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