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O elo mais fraco da segurança pode estar na sua rede de contatos
Artigo escrito por Marcus Gomide, especialista em Computação Forense, Segurança da Informação e Investigação Cibernética
Quando falamos em Segurança da Informação, é comum pensarmos em antivírus, firewalls, senhas, backups e sistemas protegidos. Mas existe um ponto que muitas empresas ainda ignoram:
A segurança da sua empresa não termina na sua empresa.
Ela continua nos fornecedores, parceiros, prestadores de serviços e em todos aqueles que, de alguma forma, recebem informações ou acessam recursos do seu negócio.
Uma empresa pode investir em tecnologia, estabelecer políticas, controlar acessos e treinar sua equipe. Mas basta um fornecedor com acesso a informações importantes não adotar o mesmo cuidado para que o risco atravesse a porta.
Por isso, talvez a pergunta “Minha empresa está protegida?” já não seja suficiente.
É preciso ampliar o olhar: as empresas e os profissionais com quem me relaciono tratam as informações que compartilho com o mesmo cuidado que espero dentro da minha organização?
Essa reflexão também vale para nossas relações profissionais.
Quando indicamos alguém a um cliente, não entregamos apenas um nome ou telefone. Existe algo invisível acompanhando aquela indicação: nossa reputação.
O cliente normalmente aceita uma recomendação porque confia em quem a fez. A partir daquele momento, uma eventual boa experiência fortalece essa confiança. Uma experiência ruim pode produzir justamente o efeito contrário.
É nesse ponto que networking e segurança se encontram.
Uma boa rede de relacionamentos não deveria ser construída apenas pela quantidade de pessoas que conhecemos, mas pela qualidade do conhecimento que temos sobre elas: como trabalham, como tratam clientes, quais processos utilizam e, cada vez mais, como cuidam das informações às quais têm acesso.
Segurança, afinal, também é uma cadeia de confiança. E uma cadeia é tão resistente quanto os elos que a compõem.
Quanto mais conectados estão os negócios, mais difícil se torna separar completamente o risco de uma empresa do risco de seus parceiros. Informações circulam, documentos são compartilhados, sistemas são integrados e terceiros recebem acessos que antes permaneciam dentro das organizações.
Por isso, escolher bem com quem fazemos negócios também é uma decisão de segurança.
Talvez, antes de uma próxima parceria ou indicação, valha fazer uma pergunta simples:
“Conheço esse profissional apenas o suficiente para passar seu contato ou o suficiente para colocar minha reputação junto à dele?”
Porque segurança não é apenas proteger computadores e informações. É também proteger relações e a confiança que levou anos para ser construída.
A segurança da sua empresa não termina na sua empresa.
Marcus Gomide, especialista em Computação Forense, Segurança da Informação e Investigação Cibernética, Perito Judicial e Assistente Técnico, membro da APECOF e Diretor Consultor do BNI.
