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Paróquia de Rio Preto arrecada lenços e turbantes para mulheres com câncer

Ação voluntária da Paróquia N.S. de Fátima no Outubro Rosa irá contemplar pacientes do Hospital de Base.

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A Paróquia Nossa Senhora de Fátima, através das voluntárias do Bazar de Fátima, realiza o Outubro Rosa. Esse ano, como gesto concreto, a Comunidade está fazendo uma campanha para a arrecadação de lenços e turbantes a serem doados ao Hospital de Base / Instituto do Câncer.

As doações podem ser entregues na Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Rua Professor Francisco Felipe Caputo, 550, no Jardim Nazareth, em São José do Rio Preto) até o dia 20 de outubro. Uma caixa foi colocada na igreja e, aos finais de semana, nas Missas, o padre reitera o pedido de lenços e turbantes.

Evento

Os voluntários também realizarão um evento de conscientização e prevenção contra o câncer de mama. O encontro acontecerá no domingo, 9 de outubro, a partir das 14 h, no Salão da Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Rua Calixto Fauaz, 497, no Jardim Nazareth, em São José do Rio Preto). Depoimentos de pessoas curadas ou em tratamento, apresentações de danças, sorteios de brindes e “show de prêmios” fazem parte da programação que visa, igualmente, resgatar o ânimo das mulheres e chamar a atenção delas para o diagnóstico precoce. Carol Jianjulio, do Gabinete de Dança, conduzirá os números de Dança Flamenca.

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A equipe pede a colaboração simbólica no valor de R$ 10,00; a serem investidos no “kit” que será entregue: 1 cachorro quente, 1 refrigerante e número para o “sorteio” de brindes.

Às 14 h acontecerá a abertura (com momento de oração conduzido pelo padre José Eduardo Vitoretti). Às 14h20 terá início o show de prêmios. Os depoimentos estão programados para 16 horas. Às 16h30 acontecerão os números de danças e às 17h30 o encerramento da ação.

Testemunho

Era para ser um exame de rotina quando Mari De Nadai descobriu um nódulo com 3cm na mama. A descoberta, durante um ultrassom, por si só, já foi sinal de Deus: “ele (nódulo) estava escondido. O médico, chamado Daniel, o encontrou”, disse. Foram dias de certo temor, mas de muita fé: procedimentos complementares confirmaram se tratar de uma lesão maligna. “Nessa época eu morava em São Caetano do Sul. De lá foi encaminhada para o Instituto do Câncer, em São Paulo. Antes da retirada total da mama, fiz 4 sessões de quimioterapia. Depois foram 28 de radioterapia em 8 meses de tratamento”, explicou.

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Já em Rio Preto, Mari reconstruiu a mama e seguiu trabalhando como auxiliar de dentista. “É um deserto que você atravessa. Quando vinham os pensamentos ruins, eu rezava e cantava”, contou.

Mari sempre foi muito Católica e desde cedo frequentava a Igreja. Essa fé, segundo ela, reforçava a certeza de que Deus não a abandonaria durante o tratamento. Além da queda de cabelo, ela acompanhou o tratamento da irmã (com linfoma), perdeu uma cunhada igualmente com câncer (vítima de um diagnóstico tardio). Na superação desses dramas é que ela entendeu que deveria fazer algo por outras mulheres e criou o evento, mobilizando toda a paróquia nesta causa.

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