Política
Pinga-Fogo Gazeta de Rio Preto: confira como pensa cada candidato
A entrevista da série é com Willian Arruda (DC), candidato a deputado estadual
O jornal Gazeta de Rio Preto segue com a seção Pinga-Fogo, abrindo espaço para que os candidatos revelem como pensam sobre temas importantes para a cidade e o país.
A entrevista da série, desta vez, é com Willian Arruda (DC), candidato a deputado estadual.
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Câmera no uniforme da polícia? A FAVOR. Desde que utilizada com regras claras, transparência e respeito aos direitos individuais. A tecnologia pode proteger tanto o cidadão quanto o próprio policial, aumentando a segurança e a qualidade das abordagens.
Voto impresso: contra ou a favor? A FAVOR, desde que seja adotado dentro de um sistema seguro, auditável e constitucionalmente adequado. O eleitor precisa ter confiança no processo eleitoral, e toda medida que aumente a transparência deve ser debatida tecnicamente.
Redução da maioridade penal? A FAVOR DE UM DEBATE RESPONSÁVEL SOBRE O TEMA, MAS DEFENDO PRIORITARIAMENTE PREVENÇÃO E EDUCAÇÃO. A experiência que tenho com dependência química me ensinou que precisamos agir antes que o jovem entre no ciclo da violência, das drogas e da criminalidade. Para casos graves, acredito que a sociedade precisa discutir mecanismos de responsabilização compatíveis com a gravidade do ato.
Anistia total para os condenados do 8 de janeiro? DEFENDO ANISTIA INDIVIDUALIZADA, COM DEVIDO PROCESSO E ANÁLISE DE CADA CASO. Não acredito em punição coletiva. Quem cometeu crime deve responder por seus atos, mas também é fundamental garantir proporcionalidade, direito de defesa e justiça.
É a favor da descriminalização do porte de maconha? CONTRA A LIBERAÇÃO DO PORTE PARA CONSUMO. Minha posição é diretamente influenciada pela experiência de quem trabalha diariamente com dependência química. Precisamos diferenciar usuário, dependente e traficante, mas não podemos tratar uma questão de saúde e dependência apenas como uma questão de liberdade individual.
Defendo prevenção, tratamento e recuperação.
Fim da reeleição de políticos? A FAVOR DO DEBATE. Precisamos discutir mecanismos que reduzam a profissionalização permanente da política e aumentem a renovação, a responsabilidade e a prestação de contas à população.
Revitalização da Avenida Murchid Homsi? A FAVOR. Rio Preto precisa continuar pensando grande. A revitalização deve estar integrada a mobilidade, segurança, comércio, acessibilidade e desenvolvimento urbano. Obras precisam melhorar a vida de quem mora, trabalha e circula na região.
Smart City? A FAVOR. Tecnologia precisa estar a serviço das pessoas. Uma cidade inteligente não é apenas uma cidade cheia de tecnologia: é uma cidade que usa dados para melhorar saúde, educação, segurança, mobilidade, prevenção e qualidade dos serviços públicos.
Colégio cívico-militar? A FAVOR, DESDE QUE SEJA UMA OPÇÃO EDUCACIONAL E NÃO UMA IMPOSIÇÃO. Disciplina, respeito, responsabilidade e valores podem contribuir para a formação dos jovens, mas sempre preservando o papel pedagógico dos profissionais da educação.
Educação em período integral? A FAVOR. Principalmente quando o período integral oferece esporte, cultura, qualificação, saúde emocional e prevenção às drogas. Escola em tempo integral precisa ser também espaço de proteção e desenvolvimento.
Algo de que se orgulha de ter feito na vida política?
Tenho orgulho de ter transformado uma experiência pessoal com a dependência química em compromisso público com milhares de famílias.
Minha história passou pelo problema, pelo tratamento e hoje é uma história de recuperação.
Tenho orgulho de ter ajudado a colocar a dependência química no centro do debate, ouvindo profissionais, instituições, famílias e pessoas que passaram pelo tratamento.
Minha maior realização é ter transformado dor em propósito e recuperação em serviço ao próximo.
Algo importante que político local ainda não fez por Rio Preto?
Precisamos avançar muito mais em uma política municipal permanente de prevenção, tratamento e reinserção social para pessoas em situação de dependência química.
Rio Preto tem profissionais e instituições que fazem um trabalho extraordinário, mas precisamos conectar melhor saúde, educação, assistência social, segurança, Justiça, família e comunidades terapêuticas.
Minha visão é que a cidade não pode agir somente quando o problema já chegou à rua. Precisamos começar na infância, fortalecer as famílias e criar uma rede capaz de prevenir, acolher, tratar e reinserir.
Quais suas principais bandeiras, caso eleito?
Minha principal bandeira será a defesa das pessoas e famílias afetadas pela dependência química.
Quero ser uma voz permanente na Assembleia Legislativa para:
Prevenção às drogas desde a infância;
Fortalecimento das famílias;
Tratamento e recuperação da dependência química;
Fortalecimento das comunidades terapêuticas e instituições sérias;
Valorização dos profissionais que trabalham na linha de frente;
Reinserção social e profissional das pessoas em recuperação;
Saúde mental;
Prevenção ao suicídio e à violência;
Enfrentamento aos impactos das bets e do jogo patológico;
Educação como ferramenta de prevenção;
Políticas públicas construídas ouvindo quem vive o problema diariamente.
“Eu não quero ser apenas mais um deputado. Quero ser o deputado que representa uma causa que durante muito tempo ficou sem voz: a causa da dependência química, das famílias, dos profissionais e das instituições que todos os dias estão na linha de frente salvando vidas.”
“Eu conheci o problema, vivi o tratamento e hoje vivo a recuperação. É por isso que decidi transformar minha história em uma missão de vida.”
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