Política
Pinga-Fogo Gazeta de Rio Preto: confira como pensa cada candidato
A entrevista da série é com Elizandra Sartin (Podemos), candidata a deputada estadual
O jornal Gazeta de Rio Preto segue com a seção Pinga-Fogo, abrindo espaço para que os candidatos revelem como pensam sobre temas importantes para a cidade e o país.
A entrevista da série, desta vez, é com Elizandra Sartin (Podemos), candidata a deputada estadual.
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Câmera no uniforme da polícia? A favor. A câmera protege o cidadão e também o bom policial. Segurança pública precisa de autoridade, tecnologia e transparência. O policial deve ter condições para agir com firmeza, mas toda a sociedade ganha quando essa atuação pode ser registrada com segurança.
Voto impresso: contra ou a favor? Contra. Confio no sistema eleitoral eletrônico e acredito que devemos aperfeiçoá-lo permanentemente, com fiscalização, auditoria e transparência. Não vejo necessidade de voltar ao voto impresso. Democracia exige segurança no processo e respeito à decisão soberana do eleitor.
Redução da maioridade penal? Contra. Sou a favor de responsabilização, mas reduzir a maioridade penal não resolve sozinho a violência. Precisamos combater quem recruta crianças e adolescentes para o crime e investir muito mais em educação, prevenção, oportunidades e recuperação dos jovens.
Anistia total para os condenados do 8 de janeiro? Contra. Sou contra anistia total e indiscriminada. Quem comete um crime deve responder por seus atos, sempre respeitando o devido processo legal, o direito de defesa e a individualização das responsabilidades. Democracia pressupõe direitos, mas também responsabilidades.
É a favor da descriminalização do porte de maconha? Contra. Entendo que a questão das drogas precisa ser enfrentada conjuntamente pela saúde, educação, assistência e segurança pública. Não considero que simplesmente descriminalizar seja a melhor resposta. Precisamos investir principalmente em prevenção, tratamento e proteção das nossas crianças e jovens.
Fim da reeleição de políticos? A favor. A alternância de poder faz bem à democracia. Mandatos devem ser suficientes para apresentar resultados, prestar contas e permitir que novas lideranças também tenham oportunidade. Política não pode se transformar em projeto permanente de poder.
Revitalização da Avenida Murchid Homsi? A favor, desde que respeitada rigorosamente a legislação ambiental. Rio Preto precisa enfrentar os problemas de mobilidade, drenagem e infraestrutura da região, mas desenvolvimento e preservação ambiental precisam caminhar juntos. Modernizar a cidade não pode significar abrir mão da responsabilidade ambiental.
Smart City? A favor. Tecnologia bem utilizada pode melhorar o trânsito, a segurança, a iluminação, os serviços públicos e a qualidade de vida. Mas uma cidade inteligente não é apenas uma cidade cheia de tecnologia: é aquela que usa inovação para cuidar melhor das pessoas, com eficiência, transparência e responsabilidade.
Colégio cívico-militar? Sou contra como modelo prioritário para a educação. Como pedagoga, acredito na escola construída a partir da educação, do conhecimento, da formação dos professores e de um projeto pedagógico forte. Respeito quem pensa diferente e não desqualifico o modelo cívico-militar, mas minha preferência é pelo fortalecimento da escola pública em seu modelo educacional.
Educação em período integral? A favor. Educação é a base de tudo. Escola em período integral pode oferecer mais conhecimento, cultura, esporte, tecnologia e oportunidades para nossas crianças e jovens. Mas período integral precisa significar educação integral de verdade: não é apenas ficar mais tempo na escola, é aprender mais e ter novas oportunidades.
Algo de que se orgulha de ter feito na vida política?
Tenho orgulho de ter colocado a defesa das mulheres no centro da minha atuação política. Tenho buscado ouvir mulheres, compreender suas dificuldades e transformar essas demandas em propostas concretas, especialmente nas áreas de proteção contra a violência, saúde, autonomia e geração de renda. Política, para mim, começa ouvindo quem muitas vezes não consegue ser ouvido.
Algo importante que político local ainda não fez por Rio Preto?
Rio Preto avançou em muitas áreas, mas ainda precisa integrar melhor as políticas públicas para as mulheres. Saúde, segurança, assistência, qualificação profissional e geração de renda não podem funcionar como ilhas. Precisamos de uma rede permanente, articulada e acessível, capaz de acompanhar a mulher desde a prevenção e o acolhimento até a conquista de sua autonomia.
Quais suas principais bandeiras, caso eleito?
Minha principal bandeira é ser uma voz permanente das mulheres na Assembleia Legislativa. Quero atuar pelo enfrentamento à violência, pela saúde da mulher, pelo acolhimento e pela autonomia financeira. Também considero fundamentais saúde regional, educação, segurança pública e geração de emprego e renda. Quero representar o interior com atenção especial às mulheres e às famílias que mais precisam do Estado.
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