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Planejamento da segurança em parques reduz riscos, mas não os elimina

Concessionária afirma seguir protocolos; especialistas destacam que atividades em ambientes naturais envolvem riscos e exigem gestão adequada

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A morte de uma menina de 11 anos no Parque Nacional da Serra Geral, no Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul (RS), levantou questionamentos sobre a segurança nos parques nacionais abertos ao turismo de aventura e contemplação. A concessionária Urbia Cânions Verdes, responsável pela gestão do local, afirmou cumprir protocolos exigidos por contrato com o ICMBio, como sinalização, equipes treinadas e plano de gestão de segurança aprovado pelo órgão ambiental.

Segundo a empresa, a contratação de guias é opcional e não intermediada pelo parque. Após o acidente, o ICMBio informou que não identificou falhas sistêmicas, mas que revisará os procedimentos de segurança.

Para Luiz Del Vigna, da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), é importante compreender que trilhas e atividades em áreas naturais envolvem riscos inerentes. Ele explica que o setor é regido por normas técnicas, inclusive adotadas pela ISO, que garantem padrões de segurança.

O Brasil possui 75 parques nacionais, sendo 11 sob concessão com exigência de sistemas de gestão de segurança. Ainda assim, Del Vigna alerta que a informalidade fora dos parques oficiais é um dos principais desafios, sobretudo quando consumidores priorizam preço em vez de segurança.

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