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PM apreende adolescente suspeito de matar jovem com facada em Rio Preto

Bryan (foto), de 17 anos, morreu tentando defender um amigo em janeiro; suspeito foi levado para a Fundação CASA

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Arquivo pessoal/ Na foto, a vítima Bryan
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Um adolescente identificado pela inicial M. foi apreendido na madrugada desta sexta-feira (6/3), em Rio Preto, suspeito de envolvimento em um homicídio consumado e outro tentado. A apreensão foi realizada por equipes da Força Tática do 17º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I).

De acordo com a Polícia Militar, durante patrulhamento tático os policiais receberam uma denúncia anônima indicando o possível paradeiro do menor infrator. Após diligências no bairro Nova Esperança, as equipes localizaram familiares do adolescente, que o apresentaram aos policiais.

A ocorrência foi encaminhada ao Plantão Policial, onde o registro foi elaborado.

Crime em janeiro

O caso está relacionado à morte do adolescente Brayan Alexandre Oliveira Costa, de 17 anos, que foi ferido com golpes de faca no Jardim Marajó, em Rio Preto, no início deste ano. Ele estava em frente de casa com os amigos quando uma moto se aproximou, o garupa desceu e fez o ataque.

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A Polícia Militar foi acionada pelo 190 para atender a ocorrência na Upa do Jardim Santo Antônio, onde duas vítimas deram entrada com ferimentos provocados por arma branca. Brayan apresentava um ferimento na região infra-axilar, foi socorrido em estado grave, inconsciente e entubado, mas não resistiu.

Um segundo jovem, de 18 anos, também foi atingido por duas perfurações no lado esquerdo do peito. Ele foi atendido consciente e permanece em estado estável.

Durante as diligências, os policiais localizaram o local do ataque no cruzamento das ruas Miguel Jorge e João Antônio Pessina, no Jardim Marajó. No ponto indicado havia marcas de sangue, e a área foi preservada para realização da perícia.

Ainda no início da investigação, o sobrevivente afirmou ter reconhecido, de forma informal e por meio de fotografia, um possível autor do crime. O procedimento foi registrado em vídeo e anexado ao sistema policial.

Dor da família

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A mãe de Brayan, Andreia Oliveira, afirma que a fé tem sido fundamental para suportar a perda do filho.

“Meu filho era amoroso, um menino humilde, de coração gigante. Morreu defendendo o amigo. Tinha um jeito simples de falar, gostava tanto de mim, era a minha alegria”, contou.

Segundo ela, o adolescente não tinha envolvimento com drogas ou grupos criminosos. As tatuagens, de acordo com a mãe, faziam parte do universo musical e cultural que o jovem apreciava.

“Ele ainda era muito jovem e tinha muito a aprender. Na idade dele é comum os adolescentes se influenciarem por músicas e tatuagens. Mas ele era um menino bom. Deixou muita saudade, os amigos fizeram até uma música em homenagem a ele”, disse.

“Brayan vive em nós, não morreu em vão/ Virou luz no céu, virou voz na canção/ Leal até o fim, exemplo real/ Nome gravado no tempo, eterno, imortal…”, cantou.

Investigação

O delegado André Amorim, da Delegacia de Homicídios da Deic, responsável pela investigação, afirmou que Brayan não tinha histórico criminal relevante.

“Ele não era do crime. Tinha apenas um ato infracional por ser menor de idade, mas nada grave. As tatuagens e o estilo eram mais aparência, uma modinha entre os meninos daquela região”, explicou.

M. foi encaminhado para a Fundação CASA.

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