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Polícia Civil investiga golpes com falsas locações de imóveis em Rio Preto

Mandados de busca foram cumpridos em investigação sobre anúncios publicados nas redes sociais; vítimas teriam pago caução e aluguel

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Reprodução/ Mateus Dias/ Google Maps
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A Polícia Civil cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Rio Preto, nesta quinta-feira (15/10), durante uma investigação sobre suspeitas de estelionato envolvendo falsas locações de imóveis residenciais. A apuração é conduzida pelo Núcleo do 4º e 6º Distritos Policiais do município, vinculado ao Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-5).

O caso começou a ser investigado após o registro de diferentes boletins de ocorrência. As vítimas relataram ter encontrado anúncios de imóveis para alugar em redes sociais, principalmente no Facebook Marketplace. Após iniciarem as negociações com as supostas responsáveis, elas teriam feito pagamentos antecipados referentes à caução e ao aluguel e recebido as chaves dos imóveis.

Posteriormente, porém, descobriram que os verdadeiros proprietários ou as imobiliárias responsáveis pela administração dos imóveis não haviam autorizado as locações.

De acordo com os levantamentos policiais, há indícios de envolvimento de duas investigadas nos fatos. Uma delas é suspeita de ter tido a conta bancária utilizada para receber os valores transferidos pelas vítimas. Em relação à outra, os investigadores reuniram elementos que apontam para uma possível participação direta na execução dos golpes, além de indícios de atuação semelhante em apurações anteriores.

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Mandados e medidas judiciais

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial solicitou à Justiça a expedição de dois mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pelo Poder Judiciário.

As ordens tiveram como objetivo localizar e apreender celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos crimes investigados.

Em relação a uma das investigadas, a Justiça determinou medidas cautelares alternativas à prisão. Entre as restrições estão a obrigação de comparecer periodicamente em juízo, a proibição de manter contato com vítimas e testemunhas e a impossibilidade de sair da comarca sem autorização judicial.

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A Polícia Civil informou que dará continuidade às diligências e à análise de eventuais materiais apreendidos. O trabalho também busca identificar possíveis novas vítimas, esclarecer as circunstâncias dos casos e apurar a responsabilidade dos envolvidos, respeitando as garantias legais e constitucionais.

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