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Segue a rotina: golpe do anúncio clonado continua fazendo vítimas em Rio Preto

Artimanha é exatamente a mesma nos casos: só mudam nomes, idades, endereços, valor perdido pelas vítimas e o veículo

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Divulgação/Ilustrativa
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O golpe do anúncio de veículo clonado fez pelo menos mais duas vítimas em Rio Preto nesta segunda-feira (3). Iludidas com a possibilidade de adquirir um transporte por valores bem mais em conta as pessoas se deixam levar pela conversa dos criminosos que copiaram fotos e características de carros e motos para refizerem anúncios colocando preços bem abaixo do que normalmente eles valem. O prejuízo maior ficou com uma moradora (30 anos) do distrito de Engenheiro Schmitt: R$ 12,5 mil.

Ela registrou boletim de ocorrência na Central de Flagrantes, onde contou que “viu um anúncio de um Fiesta Flex preto 2010/2011 no ‘Market Place’ do Facebook por R$ 13,5 mil. Interessada, iniciou conversa com o suposto vendedor, que lhe informou que o carro estava com um ‘compadre’ dele e que ela poderia vistoriá-lo e lhe passou um endereço”.

Após olhar o automóvel voltou a entrar em contato com o ‘vendedor’, que lhe pagou os dados para pagamento no valor acertado de R$ 12,5 mil. Com isso, sem desconfiar de nada, a vítima fez duas transferências: uma de R$ 4 mil e outra de R$ 8,5 mil para uma chave Pix em nome de pessoa física (mulher).

O verdadeiro dono do Fiesta, 39 anos, apontado à mulher como sendo ‘compadre’ do estelionatário, contou na delegacia que anunciou o automóvel na realidade pelo valor de R$ 20 mil. Para ele, o criminoso disse “que estava interessado no carro para resolver uma dívida com o pedreiro dele. Combinaram que a ‘filha’ do pedreiro faria vistoria no carro. A menina foi até a casa dele, gostou do veículo e se dirigiram até o cartório. Mas a quantia combinada não caiu na conta dele e somente nesse momento perceberam que se tratava de um golpe”.

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Após a mulher enviar o dinheiro, o golpista simplesmente não respondeu mais nenhuma das mensagens de nenhuma das duas vítimas. Os comprovantes de pagamento foram anexados à queixa.

Moto elétrica

Aqui mudam apenas os nomes, idades, endereço, valor perdido pela vítima e o veículo. Porque o golpe é exatamente o mesmo. Um jovem de 19 anos, morador do Centro de Rio Preto, foi até o plantão e relatou ao delegado que “viu um anúncio de uma moto elétrica no [mesmo] ‘Market Place’ do Facebook e manteve contato com o suposto vendedor. Ele se interessou, já que o valor ‘anunciado’ era de R$ 4 mil”.

A conversa foi para o WhatsApp, onde foi feita toda a negociação. A vítima ficou de ir ver a motocicleta na casa da ‘irmã’ do estelionatário. No local, viu o veículo e gostou. Ele acreditou na história porque a moça confirmou que era irmã do ‘vendedor’. Na verdade, ela também foi enganada e sugestionada a confirmar o parentesco, como sempre ocorre nesses casos.

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O rapaz resolveu comprar e, assim como no caso anterior, não desconfiou nem mesmo quando a chave enviada a ele pertencia a uma pessoa de nome totalmente diferente do ‘vendedor’ e fez quatro transferências via Pix, totalizando R$ 4 mil. Ao querer pegar a moto, foi impedido pela proprietária, já que ela não recebia o que havia sido prometido pelo golpista e ele não respondia mais as mensagens.

Questionada, confessou que não era irmã do suspeito e que ele tinha apenas pedido a ela que confirmasse esse fato. Foi então que perceberam que se tratava de um golpe. Nos dois casos, as vítimas foram orientadas quanto ao prazo de seis meses que têm direito a representar criminalmente (processar) os bandidos. Esse prazo só passa a contar quando – e se – eles forem identificados. A documentação foi encaminhada para os distritos policiais correspondentes a área dos fatos, onde serão investigados.

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