Cidades
PMs são condenados por organização criminosa e outros crimes em Rio Preto
Penas chegam a 20 anos de prisão e grupo também é investigado por homicídios em Rio Preto
Cinco policiais militares, sendo um deles já aposentado, foram condenados pela Justiça Militar de São Paulo por crimes de organização criminosa, usura e extorsão. O processo teve origem em uma investigação da Corregedoria da Polícia Militar iniciada em Rio Preto. A sentença foi proferida na noite desta terça-feira (29/9), após aproximadamente sete horas de julgamento na 4ª Auditoria Militar do Estado de São Paulo. A sessão terminou às 23h50.
Foram condenados o 1º sargento PM Rafael Soares, o 2º sargento Saint Clair Soares, o soldado PM Luís Guilherme Silva Pavani, o cabo PM Carlos Henrique da Cruz Candido e o ex-sargento PM Alan Victor Soares.
Segundo o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP), Alan Victor Soares recebeu a maior pena, de 20 anos, 3 meses e 15 dias de prisão, em regime inicial fechado.
As demais condenações foram:
- Luís Guilherme Silva Pavani: 15 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado;
- Rafael Soares: 6 anos e 7 meses de prisão, em regime inicial semiaberto;
- Carlos Henrique da Cruz Candido: 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto;
- Saint Clair Soares: 4 anos e 4 meses de prisão, em regime inicial semiaberto.
De acordo com a Justiça Militar, os cinco permanecerão presos. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recursos apresentados pelas defesas ou pelo Ministério Público.
Investigação começou em Rio Preto
Em maio de 2025, Saint Clair Soares, Rafael Soares, Carlos Henrique da Cruz Candido e Alan Victor Soares foram presos durante uma operação contra o grupo, segundo apontou a investigação da Corregedoria da PM. Com o avanço das investigações, o soldado Luís Guilherme Silva Pavani também passou a ser apontado como integrante do grupo. Ele estava foragido desde abril e foi localizado e preso em 4 de maio deste ano, em Rio Preto.
Os investigados eram suspeitos de integrar um esquema que envolvia homicídios, violência, cobrança de dívidas e agiotagem.
A corporação apontou ainda que o grupo era investigado por possível participação em pelo menos seis homicídios ocorridos em Rio Preto entre setembro e dezembro de 2023.
Um dos casos ocorreu em dezembro daquele ano, dentro de um condomínio no Jardim Itapema, na zona norte da cidade. Jefferson Cristiano de Souza foi baleado por dois homens quando saía de um carro e morreu no local. A ação foi registrada por câmeras de monitoramento.
Apesar da relação dos investigados com as apurações sobre homicídios, os crimes contra a vida são tratados em um processo separado, que tramita na Justiça comum.
Além da ação julgada pela Justiça Militar, os cinco policiais são acusados de integrar um grupo de extermínio e respondem por homicídios em outro processo judicial.
A Gazeta de Rio Preto tenta contato com as defesas dos réus. O espaço está aberto.
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