Redes Sociais

Política

Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 30 de outubro

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

Publicado há

em

Ads

Clima favorável

Os dias que antecederam o domingo (25) foram cheios de animação de ambas as campanhas aqui em Rio Preto. De um lado, o PT organizou os filiados e fez ações até o último segundo possível. Do outro lado, o PL não divulgou um calendário unificado, mas foram registradas várias manifestações isoladas. As campanhas foram para as ruas e era nítida a diferença de adesão entre elas. No entanto, o verde e amarelo foi consenso.

Clima de “já ganhou”

A falta de mobilização unificada do PL se deu pelo simples fato de que os eleitores de direita na cidade já tinham a certeza do resultado das urnas. Membros filiados do partido foram taxativos ao dizer que realmente faltou mobilização unificada, chamada pelo partido, nos últimos dias de campanha. De fato, o resultado das urnas na cidade já era certo, mas o que faltou, a partir de análises internas, foi a busca pelos indecisos.

Ads

Clima de tensão

Já do outro lado, não faltou mobilização. Uma conversinha aqui, um papinho descontraído ali. O esforço por aqui não foi concentrado no “vira voto”, como em grande parte do país. O principal argumento para o convencimento foi o de não votar na direita. Tinha até filiados bem desanimados e certos da derrota nas urnas, mas a cidade registrou uma redução no número de abstenções e o PT conseguiu juntar cerca de 20 mil a mais.

Chegou o grande dia

O domingo foi longo e o tempo a mais para votar, definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), só fez a tensão ficar ainda maior. Os primeiros números chegaram por volta das 17h, antes da determinação. Depois, a atualização ficou parada em 0,25% das urnas com Lula (PT) na frente. O negócio começou a andar mesmo depois das 19h e de forma controlada. Os números foram divulgados de forma tranquila, sem dar muito susto.

Ads

Virada de virada

Lula saiu na frente e se manteve até que pouco mais de 13% das urnas apuradas. Talvez o índice já estivesse dando o tom do resto da apuração. Quando Flávio Bolsonaro (PL) virou, foi possível ouvir fogos e muita comemoração com buzinaço e gritos pela cidade. A diferença foi até cerca de 48% das urnas apuradas, mas é importante ressaltar que ficou sempre entre 1,5 e 2 milhões de votos. Apertava e relaxava, até que Lula virou de novo.

Silêncio

Em Rio Preto, o grupo da esquerda se reuniu no Centro Cultural Vasco e o da direita, na Casa Bolsonaro. Foi climão em todos os lados da cidade. Enquanto o eleitor da direita mantinha a bandeira entre os braços, secando o suor da tensão, o eleitor da esquerda não desgrudou os olhos das telas. Já na reta final, os filiados do PL, que estavam na Avenida Alberto Andaló, começaram a deixar o local e os do PT, começaram a respirar aliviados.

No final

Antes mesmo do fim das apurações, grande parte dos bolsonaristas já tinham deixado o espaço em frente a Casa Bolsonaro. Até mesmo o trio elétrico já tinha ido embora. Já do lado do PT, a comemoração se deu só quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou a tela e colocou Lula como matematicamente eleito presidente. Nos rostos, as expressões eram de alívio com um leve toque de incredulidade e a certeza da vitória.

Declarações

Dos sete deputados eleitos pela região, apenas dois não se manifestaram. Edinho Araújo (PRD), Motta (PL) e Itamar Borges (MDB) declararam respeitar os resultados das urnas e João Paulo Rillo (PT) comemorou. O destaque ficou para Danilo Campetti (Republicanos) que inicialmente declarou respeitar o resultado das urnas e depois engrossou o coro sobre contestar a decisão de aumentar o tempo para a votação, determinado pelo STF.

Silêncio

O deputado Paulo Bilynskyj (PL) foi procurado logo depois do fim da apuração, mas não se pronunciou. No dia seguinte, a assessoria do parlamentar informou que ele estava incomunicável, em reunião com a cúpula do partido. Já Valdomiro Lopes (PSB) não respondeu às tentativas de contato da equipe de reportagem. A primeira postagem do deputado nas redes sociais foi sobre o Outubro Rosa e depois, sobre ações na região.

No mundo político

Nem todos os vereadores foram na primeira parte da sessão de terça-feira (27). É perfeitamente entendível, uma vez que a ausência não gera desconto de salários e eles não querem se desgastar. No entanto, quem foi não se furtou a dar declaração sobre o resultado das urnas. A maioria esmagadora adotou o discurso de “respeitar o resultado”. Rillo comemorou abertamente e Anderson Branco (Progressistas) foi para a contestação.

Os destaques

Entre os vereadores que falaram sobre o resultado das urnas, Felipe Alcalá (PL) disse que não gostou, mas pregou a paz e o amor, dizendo que não é para fazer manifestações e pediu para que os eleitores de direita esperem o desenrolar dos próximos capítulos. Ainda no campo da direita, Branco adotou exatamente o mesmo discurso da direita no país e resolveu falar sobre a prorrogação do horário de votação e fazer coro ao cancelamento.

Análise

Decano da Casa, Paulo Pauléra (Progressistas) foi o vereador que fez uma análise mais profunda sobre o ocorrido. Segundo ele, o eleitor fez uma escolha baseada naquilo que viu durante a campanha. “Eu vou chamar de brincadeira infeliz aquela atitude do Flávio de chamar o Lula de nove dedos. Ele quis lacrar nas redes sociais, mas não se brinca com a deficiência de uma pessoa. Aquilo pegou mal só para ele”, afirmou o vereador.

Balanço

Por mais que vereador se coloque como sendo de direita, foi possível perceber que alguns se usam do direito do sigilo do voto para não se posicionar. Dos 23 vereadores, apenas Rillo e Abner Tofanelli (PSB) declararam voto em Lula, mas pode ter certeza de que mais deles votaram. Teve até vereador da base afirmando que ficou aliviado com o resultado das urnas porque Rio Preto é “amostra nada grátis” de como seria um governo da direita.

Reconhecimento

Entre as conversas informais, sobre a análise do cenário político que levou Lula à vitória, foi possível entender que os vereadores não acham que o petista tenha ganhado as eleições. “Não foi o Lula que ganhou. Isso não aconteceu. Foi o Bolsonaro que perdeu”, disse um vereador de direita, completando que Flávio não tinha propostas, era alvo de investigações e fez uma campanha truculenta, além de apontar faltou união da direita.

Revelações

Muitos vereadores fizeram coro à fala, ressaltando que Flávio já vinha traçando formas de deixar o país depois das eleições. Alguns vereadores de partido de direita até chegaram a comentar que receberam recomendações do diretório nacional da legenda para não se posicionarem nas redes sociais. Segundo um dos parlamentares, a ordem era para evitar qualquer tipo e manifestação pública sobre voto, principalmente àqueles com mandato.

De volta

O vice-prefeito Fábio Marcondes (PL) assumiu interinamente a Secretaria de Esportes, em meio à crise do corte do Auxílio-Atleta. Segundo a Prefeitura, 291 profissionais com salários entre R$ 200 e R$ 3,3 mil foram dispensados. A folha de pagamento, de R$ 442 mil por mês, vai gerar uma economia de quase R$ 884 mil até o fim do ano. A nota diz ainda que os pagamentos aumentaram em 43% em relação ao mesmo período de 2025.

Passa logo

Não há prazo para Marcondes deixar a pasta. No entanto, ainda de acordo com a Prefeitura, existe a previsão de que as atividades serão retomadas no ano que vem. os cortes atingiram diretamente as aulas de iniciação esportiva e as atividades voltadas para adultos e idosos. A palavra-chave da ação foi “adequação orçamentária”. Na prática, significa corte de gastos para fechar o ano no azul, sem estourar o orçamento municipal.

AS MAIS LIDAS