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O que esperar de uma franquia?

Mas, embora os franqueadores ofereçam aos potenciais franqueados uma média de retorno de outros membros da rede ou mesmo das suas lojas próprias, é preciso ficar claro que, quando se investe em uma franquia, não existem regras e prazos definidos

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Por José Carlos Semenzato

As expectativas sobre o tempo de retorno do investimento e as margens de lucros esperadas costumam ser as grandes inquietações de quem planeja investir em uma franquia. Mas, embora os franqueadores ofereçam aos potenciais franqueados uma média de retorno de outros membros da rede ou mesmo das suas lojas próprias, é preciso ficar claro que, quando se investe em uma franquia, não existem regras e prazos definidos. Feita essa ressalva, vamos à primeira resposta: em média, as franquias brasileiras oferecem retorno do capital em cerca de 24 meses – oscilam de 12 a 40 meses, dependendo do porte, do segmento de atuação e de outras variáveis de mercado.

Sobre as margens de lucro esperadas, vale novamente frisar: não há regras ou equações que possam ser aplicadas a todas as situações. Dito isso, vamos a outra questão crucial. O que é mais vantajoso: aplicar no mercado financeiro, com riscos baixos, com retorno em torno de 1% ao mês, ou investir em uma franquia, um negócio com riscos – como qualquer outro –, mas que já foi testado e aprovado no mercado, com lucro líquido que pode variar entre 5% e 40% ao mês? 

A resposta, claro, dependerá do perfil e das condições financeiras do investidor. No geral, empreendedores com maior capital estarão mais propensos a riscos – e, por consequência, às maiores possibilidades de lucro decorrentes exatamente desses riscos potenciais. 

Aqui cabe um parêntese, não tão ligado à viabilidade do negócio – mas ainda assim necessário. Aplicações no mercado financeiro e em franquias são diferentes em vários aspectos.

O principal deles talvez seja o fato de a atividade meramente financeira gerar poucos empregos e divisas para o estado, enquanto a franquia produz, gera muitos empregos, divisas e lucro ao investidor, além de valor na entrega de produtos e serviços de qualidade aos consumidores.  .

Ainda sobre a comparação das franquias em relação a outras opções do mercado, sempre recomendo que o investidor leve em conta o capital necessário para montar o negócio – inclusive o capital de giro. É preciso ter em mente que ele precisará de uma reserva para se manter até que o negócio consiga lhe pagar um pró-labore ou mesmo que a empresa comece a distribuir lucros. Esse período varia de negócio para negócio. 

Por fim, uma questão que também costuma ser tema de conversas no segmento de franquias: quanto do sucesso do empreendimento depende da franqueadora e quanto depende do franqueado? Em geral, a franqueadora precisa ter um negócio testado e desejado pelo mercado. Isso somente se consegue colocando o projeto para rodar em fase de piloto, para, somente depois dessa fase, começar a franquear. Ou seja, quando um negócio se torna franquia ele já está consolidado. Desta forma, costumo dizer aos investidores que, ao adquirir uma franquia, eles compram 50% do sucesso. Os outros 50% dependerão de sua capacidade e do seu empenho na implantação do negócio. 

José Carlos Semenzato é fundador da SMZTO, holding de franquias setoriais e investidor do Shark Tank Brasil

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