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Tecnologias podem ser aliadas na luta contra o câncer de pele

Uma das novidades que chegou ao Brasil em agosto deste ano é um adesivo para a pele, que mede e monitora a exposição aos raios ultravioletas com o intuito de educar a população sobre a proteção solar

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Dezembro começou com uma série de orientações e ações para a prevenção e proteção do maior órgão do corpo humano: nossa pele. Encabeçados por dermatologistas, a campanha ‘Dezembro Laranja’ ganhou força e atenção. A frase do momento é: usem protetor solar, mesmo com chuva, mesmo sem sol, mesmo que não esteja diretamente exposto aos raios solares. Mas é muito comum nos esquecermos do filtro solar, ou até mesmo de dar atenção para esta proteção! De olho neste esquecimento, e se adaptando às necessidades da população, foram lançadas no mercado algumas novidades que podem ajudar nesta luta, como o ‘My UV Patch’ e os fotoprotetores orais.

Uma das novidades que chegou ao Brasil em agosto deste ano é um adesivo para a pele, que mede e monitora a exposição aos raios ultravioletas com o intuito de educar a população sobre a proteção solar. De acordo com a dermatologista Joana Tebar Figueira, a exposição solar sem proteção é a principal causa do câncer de pele. Dos casos não melanoma, 90% são associados à radiação ultravioleta, que aumenta as chances do aparecimento de manchas e o fotoenvelhecimento”, explica a médica.

Esta espécie de adesivo, chamado ‘My UV Patch’, tem cor transparente e, por ser maleável, adere diretamente qualquer área do corpo. Ele contém corantes fotoativos que levam em consideração o tom de pele e mudam de cor quando a pessoa fica exposta a raios UV para indicar diferentes níveis de exposição ao sol. Os usuários poderão tirar uma foto do patch e fazer o upload em um aplicativo que analisa as diferentes nuances de corantes fotoativos para determinar a quantidade de exposição à radiação UV que o usuário recebeu.

O Fotoprotetor Oral também está entre os aliados para evitar problemas relacionados à exposição à luz solar. Diferente do protetor solar tópico, que contêm substâncias que refletem ou absorvem a radiação solar, a fotoproteção oral combate os efeitos da luz solar na pele. De acordo com a dermatologista Joana Tebar Figueira, esse produto neutraliza os radicais livres relacionados à agressão da pele pela luz, prevenindo e corrigindo, assim, os danos da exposição solar. Mas atenção. O fotoprotetor oral não pode substituir um de uso tópico. “Ele é um adjuvante no tratamento, pois não bloqueia a radiação. Ele apenas combate os efeitos da mesma depois de atingir sobre a pele. Por isso, o produto de via oral não pode ser usado isoladamente. Deve sempre ser um aliado com o de uso tópico”, explica a dermatologista Joana Tebar.

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“A constante exposição ao sol de forma inadequada e sem proteção pode provocar diversos prejuízos à saúde”, explica a dermatologista Joana Tebar Figueira, ressaltando que toda tecnologia que for agregar e ajudar a população a prevenir a doença é bem-vinda, pois, na maior parte dos casos, o câncer poderia ser evitado com a mudança de alguns hábitos. E como se atentar para a necessidade de procurar um médico? “Nos casos em que há uma ferida que não cicatriza, que já está lá há muito tempo e mesmo com tratamento não diminui, uma pinta que apresenta uma irregularidade de cor, de diâmetro, de simetria, um sinalzinho esquisito, com cor diferente, são indícios que chamam atenção para a possibilidade de um câncer cutâneo. Nesses casos, indicamos o exame dermatológico para avaliar a saúde da pele. A doença tem cura, quando é descoberta no início”, finaliza a dermatologista Joana Tebar Figueira.

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