Saúde
Prefeituráveis falam sobre propostas na área da saúde, em Rio Preto
Cidade já registrou neste ano quase 16 mil casos de dengue e duas mortes causadas pelo Aedes, além de casos de zika, H1N1, chikungunya. Moradores reclamam de mau atendimento
A saúde aparece como a principal preocupação dos eleitores de todas as 26 capitais brasileiras, de acordo com recentes pesquisas realizadas pelo Ibope nesta semana e na semana passada. Em Rio Preto, a preocupação dos moradores não é diferente, levando em conta que o assunto norteia a maioria dos debates e sabatinas com os seis candidatos à Prefeitura. Apesar de Rio Preto ser classificada como a segunda melhor cidade do país e primeira do Estado de São Paulo para se viver, os velhos problemas na saúde pública permanecem.
Críticas ao sistema de saúde na gestão de Valdomiro Lopes (PSB), principalmente quanto à demora de exames, são temas de programas eleitorais, tanto no rádio quanto na televisão. Até mesmo o candidato de Valdomiro, Orlando Bolçone (PSB0, já admitiu durante debate que é preciso ampliar os serviços. A vendedora Maria do Nascimento Silva afirma que o maior problema não é demora em consultas ou para agendar exames. “O que precisa melhorar é a qualidade do atendimento. O atendimento tem de ser mais humanizado. Isso sem contar a má gestão da área”, afirma ela.
O Calcanhar de Aquiles de Rio Preto é o mosquito Aedes. De janeiro até o final do mês passado, foram totalizando quase 16 mil casos da doença e duas mortes. Outros 125 casos seguem em investigação. Rio Preto contabilizou nos primeis oito meses deste ano 304 casos de zika, doença associada a uma epidemia de microcefalia no Brasil. Desse total de casos de zika, 54 foram em gestantes. Sendo que 35 mulheres já tiveram os bebês e todas as crianças estão em acompanhamento com pediatras, sem nenhuma anormalidade até o momento) e os outros casos da doença foi na população em geral. De janeiro a agosto deste ano também foram registrados cinco casos de chikungunya.
Outras doenças que a assombram os moradores de Rio Preto são a gripe suína e febre amarela. De acordo com levantamento da Secretaria de Saúde de Rio Preto, o município registrou neste ano 99 casos da doença, sendo 14 mortes causados pelo H1N1.
Quanto à febre amarela, a cidade deu início à campanha de vacinação contra a doença e busca ativa de potenciais casos na área dos loteamentos Estância Santa Inês, Vista Alegre I, Vista Alegre II, Jardim Navarrete, bairro Santa Inês, Santa Maria, São Marcos, Estância São Marcos e Estância São Pedro, na região Sul do município, após a confirmação da morte de um macaco, causada pela doença. Rio Preto tem a vacina disponível em qualquer uma das 27 unidades de saúde.
Como o senhor pretende diminuir os casos de dengue e resolver a demora para consultas e exames?
Carlos Arnaldo: “Eleito prefeito, focaremos em políticas preventivas e educativas contra a dengue. Teremos uma equipe para fazer a limpeza urbana, principalmente onde existem água parada, para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. No que diz respeito à saúde, eleito prefeito, contrataremos médicos ginecologista, pediatra, cardiologista e clínico geral, como equipe mínima para todas as UBSs, para atender dia e noite, além de ampliar o horário de atendimento para as 19h. Vamos também construir mais UPAs em regiões estratégicas para o atendimento 24h da população.
Daniel Nhani: “A dengue é uma doença quase que exclusiva de bairros periféricos, os postos de saúde da periferia estão lotados de pessoas com dengue ou suspeita, inclusive a atual administração escondeu os números reais da dengue. É nos bairros pobres que estão os lixões, terrenos baldios e todo tipo de entulho, o poder público não assiste a estas áreas, mas é lá que elegem seus representantes, o real combate à dengue começa tirando o lixo das periferias e com prevenção. A demora nos exames e consultas é ineficiência na gestão, quando os recursos forem aplicados de fato em saúde e sem interesses econômicos e pessoais a situação muda.
Edinho Araújo: “Vamos ampliar as ações de controle dos vetores por meio de fiscalização e ampliar as campanhas de educação preventiva junto à população para controle e eliminação dos focos da dengue. É preciso tratar a saúde como prioridade, ampliar equipes e horários de atendimento, instalar o prontuário eletrônico para termos os dados do paciente no computador, ampliar parcerias com hospitais e universidade e consolidar o SUS. É possível agilizar os exames na própria rede pública e fechar parcerias para colocar parte da rede privada à disposição do rio-pretense”
João Paulo Rillo: “Vamos profissionalizar e equipar os serviços de Vigilância à Saúde para controlar as doenças transmissíveis e desenvolver estratégias específicas em relação ao Aedes Aegypti e ao H1N1 com o controle do vetor, a vigilância do vírus, a gestão clínica oportuna e correta e ações comunitárias. No nosso governo, vamos instalar um novo ambulatório de especialidades na região norte e descentralizar o atendimento para os cinco distritos da cidade, além de ampliar a oferta de exames em parceria com os serviços contratados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Kawell Lotti: “Casos de dengue devem ser tratados com ações diretas sobre focos e em todas as casas, aplicando veneno que não degrade o meio ambiente. Serão feitas campanhas em escolas e na sociedade demonstrando a perda em educação, saúde, lazer e demais áreas se não forem tomadas medidas preventivas. A demora nas consultas e exames será tratada com três medidas básicas: sistemas específicos de agendamento, fiscalização do processo de trabalho e apuração de eventuais responsabilidades no caso de o serviço público não ser prestado a contento”
Orlando Bolçone: “Este é um trabalho gigantesco, que exige participação do Estado e da União. Todo mundo deve participar. E a responsabilidade é de todos. Vamos ampliar o número de arrastões periódicos em área de transmissão não só de dengue, mas também de zika e chikungunya, de forma compacta. Também vamos realizar campanhas de conscientização, envolvendo toda a população, as associações de bairro e as igrejas. Também vamos criar mecanismos de controle social, com os conselhos municipais, e colaborar nas pesquisas sobre a vacina para a cura dessas doenças”
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