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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 09 de outubro

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Uns dias antes…

Poucos dias antes das eleições, Rio Preto acordou com duas notícias que pegaram muita gente de surpresa. A primeira delas pegou até o alto escalão do governo Fábio Candido (PL) de surpresa: o corte de gastos do prefeito para fechar as contas da Prefeitura no azul até o fim do ano. A segunda: uma ação de usucapião da Secretaria de Obras, comandada pelo vice-prefeito Fábio Marcondes (PL), em uma área particular da Coopec.

Primeira parte

Além de remanejar recursos de um lado para outro, o prefeito precisou tomar uma atitude radical. Tão radical que poucos estavam sabendo até a publicação em Diário Oficial do decreto, sem anúncio público mesmo. As novas regras internas para conter gastos públicos passam por redução de viagens, materiais de consumo e impressão, telefonia, água, energia elétrica, locação de veículos e serviços considerados não essenciais.

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Pessoal

As rotinas internas não foram as únicas a serem diretamente impactados com o corte de gastos. O decreto também determina que a Prefeitura não abra mais concursos, não faça nomeações, não crie cargos e não faça revisão de contratos que possam aumentar as despesas. Tudo isso até o fim deste ano. No entanto, existem exceções que dependem da autorização expressa do prefeito, mediante comprovação de necessidade iminente.

Segunda parte

Um dia antes das eleições, a Coopec divulgou uma nota pública, assinada por um dos fundadores, Francisco Augusto César Serapião Júnior, sobre a ação de usucapião movida pela Prefeitura. Segundo o documento, a ação começou em novembro 2025, cerca de um mês depois da notificação pedindo que a cooperativa fizesse a doação da área. O terreno ao lado do citado é de propriedade de Marcondes, adquirido um ano antes da ação.

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Discreto

Ainda antes das eleições, quem passou discretamente pela região foi o então candidato a senador, agora eleito, Guilherme Derrite (Progressistas). Em uma agenda discreta, divulgada apenas para uma pequena parte da imprensa, foram apenas algumas visitas acompanhado de Marcondes. A agenda de Derrite, que já protagonizou momentos memoráveis por aqui, não incluiu o gabinete do prefeito. Veio só para campanha mesmo.

Chegou

No dia da votação, domingo (4), os políticos já estavam cansados. A agenda incluía apenas votar e esperar o início da apuração. A movimentação se deu ao longo de todo o dia e então foi só esperar. O temporal que atingiu Rio Preto acabou fazendo com que a votação atrasasse um pouco e as urnas da cidade ficaram entre as últimas do Estado a serem computadas pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Haja coração!

Passaporte carimbado

Quando já passava de 70% das urnas apuradas e com a ajuda da IA, já era possível ter uma ideia de eleitos. A única surpresa foi João Paulo Rillo (PT) que só subiu quando a votação daqui chegou e, enfim, ele ultrapassou Beth Sahão (PT). Não é de se duvidar que até os opositores tenham votado nele por “livramento”. Se procurar bem, não vai ser difícil achar gente que apenas o queria bem longe daqui. O chamado voto útil.

Ano que vem

Rillo deve desocupar a cadeira de vereador em fevereiro do ano que vem. Tempo mais que suficiente para que Fabiano de Jesus (PSOL) se coloque a par das atividades do gabinete. Se por um lado a saída de Rillo está sendo comemorada por uns, outros já estão bem preocupados. Apesar de não ter exatamente a mesma oratória do petista, Fabiano já mostrou que tem conhecimento jurídico suficiente para abalar estruturas na Câmara.

Cadê o Batman?

Dos vereadores que se arriscaram nas urnas, o único eleito foi Rillo. O restante não conseguiu. Entre eles, Bruno Moura (PL) que na sessão do dia 6 usou a tribuna para desabafar: “deixo uma frase do filme Coringa: ninguém nasce mal nessa vida, as pessoas se tornam más porque são enganadas, são iludidas e são usadas. Quem achar que me enganou, que me usou, ainda tenho dois anos de mandato nessa cidade”, afirmou.

Top 10

Entre os dez candidatos a deputado estadual mais votados em Rio Preto é possível encontrar sete rio-pretenses e um com histórico político na cidade. Já entre os candidatos a deputado federal, apenas cinco são daqui. Só de olhar as duas listas, é possível perceber que a maioria do eleitorado entendeu o peso da representatividade da cidade e da região na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e na Câmara dos Deputados.

Prefeituráveis

Das listas, quatro já disputaram a Prefeitura de Rio Preto em algum momento, com destaque para os eleitos deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) e deputado federal Edinho Araújo (PRD), que já foram prefeito. No entanto, além deles, é possível encontrar alguns nomes já cotados como candidatos a prefeito logo ali, em 2028. Já é possível adiantar nomes como Itamar Borges (MDB), Danilo Campetti (Republicanos) e Rillo.

Com fé

Ninguém ousa afirmar, por agora, que Campetti realmente não tem interesse em ser chefe do Executivo daqui dois anos. A votação dele na cidade foi bastante expressiva e ele mais que dobrou a quantidade de votos de 2022, se tornando um bom nome no futuro. Já Paulo Bilynskyj (PL), que não apareceu entre a maioria das apostas, acabou mostrando que tem capilaridade e arrastou mais de 90 mil votos, sendo mais de 12 mil por aqui.

Sem surpresas

Um dos candidatos a deputado estadual mais votados em Rio Preto foi Itamar Borges (MDB). O homem do bigode garantiu a reeleição com quase 25 mil votos aqui, que se somaram aos quase 135 mil no estado. A votação expressiva se deu em diversas cidades do interior, principalmente devido ao trabalho que Itamar realizou quando foi secretário de Agricultura. A votação garantiu a tranquila colocação de 17º mais votado do Estado.

Conseguiu

A vitória de Edinho nas urnas mostrou que nem sempre é preciso ganhar o jogo. Basta entender e usar as regras a seu favor. O ex-prefeito deixou o MDB e migrou para o PRD como estratégia para se eleger. Agora, com os resultados em mãos, tudo ficou claro. O MDB fez quatro cadeiras com votação entre 240 mil e 106 mil. Edinho foi o único eleito pelo PRD com quase 54,5 votos, garantindo a 69ª e penúltima cadeira da Câmara.

Não conseguiu

Coronel Helena Reis (PSD) ficou como suplente na Alesp. Foram 4,9 mil votos só em Rio Preto e 10.390 no Estado, muito abaixo dos quase 72 mil do primeiro suplente. Na mesma legenda, Eleuses Paiva Filho, filho do secretário estadual de Saúde, também ficou como segundo suplente na Câmara dos Deputados, apesar de mais de 88 mil votos. A legenda fez seis cadeiras. Para ele, no entanto, ainda existe esperança de assumir o mandato.

O mais votado

A votação de Lucas Pavanato (PL) não foi diferente do que aconteceu no resto do estado. O jovem que conseguiu o feito de ser o candidato a deputado federal mais votado em 2026 também ficou no topo do ranking aqui em Rio Preto. Se existe alguém que deve levar o mérito pela votação expressiva é o vereador Felipe Alcalá (PL) que trabalhou bastante a imagem de Pavanato na região e mostrou que os jovens sabem conquistar o espaço.

Até que foi bem

Apesar de ter ficado entre os federais mais votados de Rio Preto, com mais de 4,6 mil votos, Merabe Muniz (Avante) não levou. O partido não conseguiu fazer cadeiras e a médica ainda teve a candidatura impugnada. As perspectivas para ela não são boas, uma vez que ela ainda corre o risco de ficar inelegível. Quem também ficou entre os mais votados da cidade e não entrou foi Vaz de Lima (Republicanos), que teve 17,1 mil votos.

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