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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 10 de fevereiro

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Rei morto, rei posto

Depois de inúmeras reclamações dos jornalistas sobre a sala de imprensa e até o abandono do espaço pelos profissionais por falta de estrutura de suporte, algumas atitudes foram tomadas pelo então presidente da Câmara, Pedro Roberto (Patriota), quando assumiu o comando da casa. O local, que antes servia até de depósito do carrinho de café e tinha infiltrações visíveis, recebeu melhorias.

Maquiagem

O espaço não recebeu uma ampla reforma. Apenas uma “maquiagem” com pintura e pisos novos para esconder os buracos. Foi equipado com uma televisão grande que reproduz o painel eletrônico de votação e novas cadeiras. Um novo computador também foi colocado e passou a ser possível até reproduzir sons. Nenhum equipamento de última geração, afinal os jornalistas vão para lá apenas para acompanhar os trabalhos da casa. Não é um local de trabalho diário, apenas um local de suporte.

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Começou errado

Logo na primeira sessão do ano, a primeira também sob o comando do novo presidente, Paulo Pauléra (Progressistas), já aconteceu uma situação inusitada. A cadeira do principal membro da Mesa Diretora quebrou. No meio da sessão, para resolver rapidamente a situação, diretores foram até a sala da imprensa e pegaram uma das cadeiras. Substituído o item, a sala foi “invadida” e, de forma pertinente, sobraram elogios aos móveis novos da casa.

Regras públicas

Bastaram alguns dias para que as cadeiras desaparecessem da sala de imprensa. Todos os móveis novos foram substituídos por cadeiras quebradas, com estofamento rasgados e com problemas na manutenção que as deixam extremamente desconfortáveis, mesmo que por algumas horas de uso. Em resumo, as cadeiras inventariadas como da sala de imprensa desapareceram.

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Projeto arquitetônico

Os móveis foram comprados a partir de uma licitação que incluía a confecção de móveis planejados, restauração de móvel, aquisição de mobiliário e tapetes e instalação de papel de parede, espuma acústica e piso vinílico, destinados à execução do Projeto Arquitetônico, com finalidade de ambientação e mobiliamento das instalações das salas que integram o Gabinete da Presidência, sala do PABX, Hall de Entrada, Hall de Autoridades, Sala de Imprensa e Plenário do prédio sede. O valor estimado era de R$ 306.490,55 e a compra fechou em R$ 98 mil. Tudo simplesmente desconsiderado.

A resposta

Pergunta aqui, pergunta ali e apareceu uma explicação: a troca “urgente” foi necessária porque os servidores precisavam trabalhar de forma mais confortável, porém já tem uma licitação aberta para a compra de 50 cadeiras. Passeando pelos gabinetes, foi possível encontrar algumas cadeiras espalhadas. Pauléra não foi localizado pela Coluna para prestar esclarecimentos.

A solução

Independentemente de matemática, a fórmula é simples. Existem regras a serem cumpridas. Não é porque os bens são públicos que podem fazer como querem. A Câmara tem seis diretores e metade com graduação em direito. Os móveis foram comprados e fizeram parte dos gastos da reforma do plenário. A falta de planejamento não pode ser resolvida com o famoso “jeitinho brasileiro”.

Testemunha de peso

João Paulo Rillo (PSOL) é um dos vereadores que comprou a briga dos permissionários do Shopping Azul. Em fase final de reforma, os trabalhadores reclamam da disposição dos boxes e alegam que a população vai sofrer com chuva e sol. Rillo procurou a Prefeitura, junto com os empresários, sobre uma possível mudança no projeto. O secretário de Obras, Israel Cestari, se comprometeu a paralisar a obra e estudar readequações. Porém, os serviços continuaram e Rillo disparou que Cestari “é um mentiroso”. Pauléra corroborou com as falas de Rillo: “É verdade isso aí. Eu estava lá quando ele se comprometeu”.

Ovacionado

Rillo teve seu momento de pop star na tribuna da Câmara, na última sessão. O parlamentar fez um discurso em defesa dos permissionários do Shopping Azul, relembrando a história dos camelôs, chamando Cestari de mentiroso e dizendo que o prefeito Edinho Araújo (MDB) só cuida dos ricos. Ao terminar a fala, Rillo foi aplaudido pelos trabalhadores que acompanharam a sessão. Entre palmas e assovios, a turma gritava “Rillo! Rillo! Rillo!”.

CPI da cor do céu

Rillo não poupou críticas ao governo. Falou da perseguição que os comerciantes sofriam quando estavam de forma improvisada na Praça Dom José Marcondes e da “pressa” em tirar eles de lá. A instalação dos permissionários na parte de cima do terminal rodoviário da cidade foi classificada pelo vereador como “uma tragédia anunciada”. Com o dedo em riste e em alto e bom som, Rillo prometeu que vai propor uma CPI para investigar uso de verbas públicas, inclusive federais, na obra.

Maracujá na veia

Bruno Moura (Patriota) baixou o tom na última sessão. O vereador que adora repetir que “macho tem que conversar como macho” e “se for homem, vamos conversar cara a cara”, em clara intimidação e ameaça de agressão física, estava até falando mais devagar. Indiretamente, Moura até citou Marcondes, mas não fez críticas e nem deixou mensagens subliminares. Na verdade, a fala dele pareceu mais um desabafo de perdedor: “fiquei aqui estudando por dois anos e sabe o que eu aprendi? Nada”, disse Moura.

Não acerta uma

A jeremiada de Moura falhou no finalzinho do discurso, quando o vereador reconheceu que o projeto que cria o Conselho de Esportes, de caráter deliberativo, deveria partir do Executivo. Se tivesse parado ali, estava tudo bem, mas ele não se aguentou e soltou: “Mas já que não vem por ele, vem pelas pessoas” (sic). Por fim, o vereador se voltou ao público e prometeu resolver a situação dos permissionários dizendo: “a intenção aqui é resolver e a gente tá aqui pra isso” (sic).

Calmaria no ninho

As eleições do diretório municipal do PSDB foram canceladas e devem ser realizadas só em setembro. A decisão partiu da Executiva Nacional, que divulgou nota dizendo que o objetivo “é ampliar o tempo para o debate democrático interno, com a promoção de encontros, seminários e congresso partidário para ouvir filiados e encaminhar posicionamentos programáticos antes de definir os novos dirigentes nas diversas instâncias”. A nota ainda diz que “os atuais mandatos dos diretórios eleitos estão mantidos até as novas convenções”.

Valsa da despedida

Terminada a apuração das urnas de uma eleição, naturalmente já começam a tratar da próxima. É de conhecimento público que a frase “só se fala de eleição em ano par” é mais uma lorota. Prova disso é o conteúdo desta Coluna. Outra prova é o festival de troca de partido daqueles que não se elegeram para deputados. Um deles é o ex-candidato a deputado estadual, Rafa Bernardo. Apesar de ter confirmado a desfiliação do NOVO, as declarações se limitaram em esclarecer que foi convidado por “um partido de grande representatividade” e que estão “realizando uma transição responsável, apesar do convite concreto”. Façam suas apostas!

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