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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 7 de julho

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Transtorno

A secretária de Assistência Social Helena Marangoni, mesmo ausente, foi a protagonista de um dos pontos altos da última sessão da Câmara de Rio Preto, realizada na terça-feira (4). O tema das discussões acaloradas foi o fim do contrato da pasta com a Associação das Damas de Caridade. Justamente por causa do transtorno causado pelo fim da prestação do serviço, o vereador João Paulo Rillo (PSOL) fez um requerimento de convocação para Marangoni. Mesmo na ausência dele, o pedido foi votado. Porém, os parlamentares não aprovaram.

Nenhuma palavra

Rillo causou tretas mesmo sem estar no plenário. Licenciado pelo período de 37 dias, sem remuneração, a semente da discórdia foi plantada. De forma consciente ou inconsciente, o suplente Ricka (PSOL) manteve o pedido de requerimento, sem defender bravamente a proposta. O novo vereador apenas encaminhou voto favorável. O fato foi o suficiente para Jean Dornelas (MDB), que vem atuando como líder do governo na Câmara, sair em defesa da secretária e falar sobre trocas de telefonemas que deram uma solução para o imprevisto.

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Contradições

Enquanto os vereadores da base aliada do governo seguiam os verdadeiros ritos da “turma do deixa disso” e faziam coro às falas de Dornelas, a votação seguiu e o requerimento foi rejeitado. Nas justificativas dos votos, nenhuma surpresa. Aliás, tudo seguia conforme o esperado. No entanto, ao final, depois de declarar o fim da votação, o presidente da Casa, Paulo Pauléra (Progressistas), fez um pronunciamento em tom de desabafo: “me perdoem os colegas de plenário, mas é mentira que a secretária atende vereador. Tenho aqui no meu celular, e posso mostrar, que faz 65 dias que espero uma resposta dela”.

Na berlinda

Apesar de escapar de uma convocação, Marangoni não escapou dos vereadores. Renato Pupo (PSDB), presidente da comissão permanente da Criança e do Adolescente da Câmara, falou em convidar a secretária para prestar esclarecimentos. O grupo tem como membros os vereadores Karina Caroline (Republicanos) e Jorge Menezes (PSD). Ainda não foi divulgada uma data para a realização da reunião porque ainda não houve acordo, mas é certo que será realizada. Falta só um posicionamento de Marangoni.

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Visita da esquerda

Depois de ter sido marcada, remarcada e até desmarcada a plenária do PT, parece que o diretório decidiu aproveitar um período de descanso da parte burocrática para reavaliar o cenário. Como forma de unir os filiados e trazer informações de cima para baixo, está marcado um encontro do partido com membros do diretório estadual. O presidente da agremiação paulista, o deputado federal Kiko Celeguim (PT), estará em Rio Preto, no próximo sábado (8). Na pauta, está uma análise de conjuntura, um diagnóstico regional e estratégias para as Eleições 2024.

Foco no Legislativo

Como o PT é um partido que está no foco do cenário nacional, dificilmente não deverá lançar candidatos a prefeitos. O grande problema é achar nomes que trazem representatividade e consigam votação expressiva. Como Rio Preto é uma cidade com eleitores muito alinhados à direita, muitas vezes até radical, ter um candidato a prefeito não é visto como uma prioridade pelos filiados. Outro ponto que colabora para manter o foco em uma chapa forte de vereadores é a federação, que envolve o PV e o PCdoB.

Tem candidato

Como o PSOL está muito próximo do PT nacional, existe a possibilidade do grupo lançar João Paulo Rillo como candidato a prefeito. A decisão pode acarretar em perder uma cadeira na Câmara. Porém, existem algumas possibilidades que são viáveis. Entre elas, não está completamente descartada uma nova candidatura de Marco Rillo (PSOL) como cabeça. Outra opção seria trazer Plínio Gentil. O procurador de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo já disputou uma eleição, em 2016, como vice-prefeito, e continua filiado ao PT.

Portas fechadas

Se tem uma coisa que deixa muita gente curiosa é a chamada “reunião de portas fechadas”. Se o escritório for pequeno, então, levanta burburinhos de todos os lados. Uma das mais recentes que teve, juntou João Paulo Rillo, Bruno Moura (Patriota) e Beto Perosa. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura é membro ativo do PSDB. Homem forte no cenário nacional, Perosa é sondado por Itamar Borges (MDB) para ser o vice, na disputa à Prefeitura de Rio Preto. Restou a pergunta, que não ainda quis calar: o que um tucano, um psolista e um patriota estavam conversando?

Ainda rendendo

O fato do deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) ter omitido o partido e não ter declarado apoio ao então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice, Geraldo Alckmin (PSB), ainda pode render. Beto Perosa, que esteve presente na homenagem feita na Câmara ao deputado estadual Itamar Borges e ao ex-deputado federal Geninho Zuliani (União Brasil), aproveitou a vinda para Rio Preto para costurar alianças. Dizem que o homem, que é muito ligado a Alckmin, teria dito por mais de uma vez que Valdomiro não vai concorrer a prefeito no próximo ano.

Finalmente

Valdomiro deu um passo bem dado e contratou Abner Tofanelli. O jovem, que é tido como promessa na política de Rio Preto e muitos já o colocam como eleito vereador no próximo ano, chegou a falar que estava sem destino. Não tem muito tempo que ele disse à coluna da Gazeta de Rio Preto que Valdomiro tinha sumido depois das eleições. Em uma bela guinada, Tofanelli agora é assessor na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), lotado no gabinete do deputado ex-prefeito. A publicidade da contratação foi feita pelas redes sociais.

Torta de climão

Um evento de boxe, realizado pelo CAD, recebeu o apoio do vereador Bruno Moura. O parlamentar é ligado ao esporte, apesar das constantes crises com o secretário da pasta e vereador licenciado, Fábio Marcondes (PL). A atração reuniu muitos atletas e, como era de se esperar, se tornou palanque político com a justificativa de incentivo à prática esportiva. Dizem que a secretária estadual de Esportes, Helena Reis (Republicanos), chegou a ir ao evento e tentou usar o microfone, mas recebeu um enfático “não” do vereador. Helena não esconde que quer concorrer à Prefeitura no ano que vem. Moura já declarou apoio a Itamar Borges.

Véspera de ano eleitoral

A aproximação do ano eleitoral tem causado uma certa preocupação entre os assessores de vereadores. O motivo principal é a necessidade de tirar férias antes do início da campanha eleitoral. Muitos devem aproveitar o período para descansar e voltar com todo o gás para cumprir obrigações dos gabinetes e das campanhas. A orientação que corre de boca em boca é que assessor vai poder ajudar na campanha, mas chefe de gabinete precisa ficar no prédio. A dica é importante para não acontecer o que aconteceu no gabinete de Rossini Diniz (PL), quando o chefe de gabinete dele precisou devolver dinheiro porque não cumpria a carga horária na Câmara.

 No terminal

Os dois acidentes no Terminal Urbano geraram uma enorme movimentação política. A morte de um adolescente e os graves ferimentos sofridos por uma mulher que foi atropelada por um ônibus acabaram virando motivos para mudanças no espaço, na tentativa de garantir a segurança dos usuários do local. O Ministério Público (MP), por meio do promotor Carlos Romani, está acompanhando as ações. Pela Câmara, a comissão permanente de Trânsito, cujo presidente é Renato Pupo, também está de olhos abertos. A mais recente ação foi nesta quinta-feira (6), quando todos foram informados de que haverá reforço na sinalização visual e sonora aos motoristas e passageiros.

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