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Taxa Selic em 13,75% e juros elevados penalizam a economia real, aponta APAS

Para Felipe Queiroz, economista-chefe da entidade, a decisão mantém a pressão sobre o consumo das famílias, os investimentos e os setores produtivos

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Reprodução/iStock/zamrznutitonovi
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A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano penaliza a economia. Essa é a avaliação de Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS – Associação Paulista de Supermercados, que considera que o atual patamar dos juros continua impondo dificuldades à atividade econômica brasileira.

Segundo o economista, embora a inflação esteja relativamente controlada, com o IPCA acumulado em 12 meses em 4,58%, pouco acima do teto da meta, o Brasil mantém uma das maiores taxas reais de juros do mundo. Esse cenário, na avaliação de Queiroz, beneficia o setor financeiro e o rentismo, enquanto penaliza os segmentos produtivos.

“O comércio é impactado, os serviços são impactados, a indústria é impactada. Consequentemente, o consumo das famílias, os investimentos, o comércio e os serviços continuam a ser penalizados”, afirma.

Para o economista, a demora na redução da taxa básica de juros compromete o ritmo da atividade econômica e limita o potencial de crescimento do País. Ele destaca que as projeções do Boletim Focus indicam expansão inferior a 2% para a economia brasileira neste ano, tendo os juros elevados entre os fatores que contribuem para esse resultado.

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“Está na hora de o Banco Central adotar uma política monetária que tanto controle a inflação quanto não prejudique o ritmo de atividade econômica”, defende Queiroz.

O economista ressalta ainda que, diante das dimensões continentais do Brasil e da necessidade de ampliar os investimentos, o custo elevado do crédito representa um obstáculo ao desenvolvimento. “Hoje, a nossa taxa básica de juros é um impeditivo ao crescimento econômico”, conclui.

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