Saúde
Atendimentos por suspeita de autismo aumentam 30% em Rio Preto
Aumento foi registrado pelo Projeto Ninho do Bebê, que acompanha crianças de até 3 anos; especialista ressalta que suspeita não significa diagnóstico
A procura por atendimento relacionado a possíveis sinais de transtorno do espectro autista (TEA) aumentou mais de 30% nos últimos meses no Projeto Ninho do Bebê, em Rio Preto. O crescimento reflete a maior atenção das famílias ao desenvolvimento de bebês e crianças pequenas, mas também reforça a importância de uma avaliação cuidadosa antes de qualquer diagnóstico.
Dados do Censo 2022 apontaram que 2,4 milhões de brasileiros tinham diagnóstico de autismo, o equivalente a 1,2% da população. Foi a primeira vez que o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) incluiu uma pergunta específica sobre o tema. O resultado representa um retrato daquele período e, isoladamente, não permite estabelecer uma comparação com os meses seguintes nem medir a evolução recente dos diagnósticos.
No Ninho do Bebê, o trabalho é direcionado a crianças de zero a três anos e suas famílias. A equipe considera o histórico de cada bebê, as relações familiares e outros aspectos relacionados à saúde e ao desenvolvimento antes de indicar os próximos passos. O projeto também acompanha gestantes e oferece apoio a pais que enfrentam situações de sofrimento.
“Mais famílias estão chegando com essa preocupação, mas uma suspeita não é um diagnóstico. Cada bebê precisa ser observado na sua história e no seu desenvolvimento, para que a família receba a orientação adequada”, afirma a pediatra e fundadora do projeto, Cláudia Boutros Carvalho.
Criado em 2017, o Ninho do Bebê reúne mais de 60 profissionais e oferece atendimento multiprofissional, além de ações de prevenção e de promoção do conhecimento sobre a primeira infância. Em informações institucionais divulgadas anteriormente, a iniciativa registrou cerca de mil atendimentos diretos por ano.
A recomendação é que as famílias procurem profissionais de saúde sempre que identificarem mudanças ou tiverem dúvidas sobre o desenvolvimento da criança. A avaliação deve considerar as particularidades de cada caso.
A avaliação deve ser individualizada; o aumento da procura por atendimento não significa, por si só, que houve crescimento equivalente no número de diagnósticos
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