Esportes
Rio-pretense transforma chegada do filho em motivação para perder 50 kg
Com 150 quilos, Bruno encontrou na corrida um caminho para transformar a saúde e completar percursos de 5 km
O nascimento do filho João foi o ponto de partida para Bruno Malta, de Rio Preto, decidir mudar os hábitos e cuidar da saúde. Com cerca de 150 quilos, ele já havia tentado emagrecer outras vezes, mas foi a chegada da criança que o motivou a manter uma rotina diferente. Desde novembro do ano passado, perdeu mais de 50 quilos e passou de caminhadas curtas a correr cinco quilômetros sem parar.
“Quando o João nasceu, veio o impulso: agora eu preciso emagrecer para dar uma vida melhor, ter saúde e ser exemplo para ele”, conta Bruno.
O excesso de peso dificultava atividades cotidianas, como subir escadas e trabalhar em obras, além de prejudicar o sono. “Acordava assustado, respirando forte. Com o emagrecimento, isso mudou”, relata.
A transformação começou pela alimentação, com orientação de uma nutricionista e acompanhamento médico. Depois de dois ou três meses, porém, Bruno e a esposa perceberam que a perda de peso havia estagnado. A nutricionista, então, sugeriu a inclusão de atividades físicas na rotina.
Como não gostava de academia e acreditava que não conseguiria correr, ele começou com caminhadas de meia hora, em dias alternados. Aos poucos, passou a intercalar os passos com pequenos trotes, até aumentar o ritmo e a distância.
A primeira vez que completou cinco quilômetros correndo sem parar foi um marco na trajetória. “Eu achava que era impossível por causa do meu peso. Quando consegui, foi uma grande alegria”, lembra.
Há sete meses, Bruno treina com Peter Camargo, treinador da ARPA, assessoria esportiva patrocinada pelo Instituto Giuliano Finimundi Verdi. Com acompanhamento, conseguiu manter a regularidade dos exercícios e avançar na corrida.
Atualmente, além da perda de peso e da evolução no esporte, Bruno relata melhora na qualidade do sono e mais controle da ansiedade. A mudança, segundo ele, foi resultado da combinação entre alimentação, acompanhamento de profissionais e prática de atividade física.
“Eu sempre falo que se a pessoa tiver força de vontade consegue melhorar sua vida. E foi isso que aconteceu com o Bruno”, afirma Peter.
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