Saúde
Pesquisadores de Rio Preto estão entre os mais influentes do mundo
Maurício Lacerda Nogueira coordenou estudos de vacinas contra Covid-19 e dengue em Rio Preto; médica Suzana Lobo também integra a lista
Dois pesquisadores ligados à Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e à Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme) conquistaram reconhecimento internacional pelo impacto de suas pesquisas científicas. Os nomes de Maurício Lacerda Nogueira e Suzana Margareth Ajeje Lobo aparecem em um ranking elaborado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em parceria com a editora científica Elsevier, que reúne os pesquisadores mais influentes do mundo com base nas citações de seus trabalhos acadêmicos.
O médico Maurício Nogueira figura entre os 2% dos cientistas mais citados do mundo. Com aproximadamente duas décadas de atuação na pesquisa científica, ele é referência em virologia, imunizações e no estudo de arboviroses, como dengue, zika e febre amarela.
O pesquisador também teve participação importante no enfrentamento da pandemia de Covid-19, quando atuou na linha de frente e coordenou estudos relacionados à vacina em São José do Rio Preto. Ao longo da carreira, contribuiu ainda para pesquisas que levaram ao desenvolvimento da primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, produzida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A Famerp participou como um dos principais centros de pesquisa do ensaio clínico da vacina, considerado o maior estudo sobre dengue já realizado no Brasil. A investigação reuniu mais de 16 mil voluntários distribuídos por 14 estados brasileiros.
As pesquisas conduzidas por Nogueira também contribuíram para ampliar o conhecimento sobre a circulação dos vírus, aprimorar diagnósticos e desenvolver estratégias de prevenção e imunização contra doenças transmitidas por mosquitos.
Outra pesquisadora da instituição reconhecida no levantamento é a médica Suzana Margareth Ajeje Lobo. Ela alcançou a 459ª posição mundial entre mais de 44 mil pesquisadores das áreas de Medicina de Emergência e Terapia Intensiva, resultado que a coloca entre os 1,04% de maior impacto científico nessas especialidades.
Com mais de 170 artigos publicados, Suzana desenvolve pesquisas voltadas principalmente ao atendimento de pacientes em estado grave, com trabalhos considerados relevantes para o avanço do conhecimento e do tratamento da sepse.
O levantamento internacional considera indicadores de produção e impacto científico, especialmente a repercussão dos estudos publicados por pesquisadores em diferentes áreas do conhecimento.
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