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Candidato à presidência do Santos quer trazer jogos do clube para Rio Preto

Maurício Maruca visitou o Teixeirão e propôs parceria com o América para receber partidas do Peixe e desenvolver jogadores das categorias de base

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Aliancasantista.com.br
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O candidato à presidência do Santos, Maurício Maruca, esteve em Rio Preto durante o feriado de Finados para conhecer a estrutura do estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão, e discutir uma possível parceria com o América. Acompanhado de seu candidato a vice-presidente, Rodrigo Marino, ele afirmou que pretende formalizar um acordo com o clube rio-pretense caso seja eleito no pleito santista, previsto para o início de dezembro.

A proposta é utilizar o estádio para receber partidas do Santos no interior paulista, aproximando o clube de sua torcida fora da Baixada Santista. O projeto também prevê uma parceria nas categorias de base, com intercâmbio e desenvolvimento de jogadores dos dois times.

“Eu acho que o Santos tem que ter um convênio com o América para trazer o Santos mais para os torcedores do interior de São Paulo. O Santos está muito escondido na região de Santos. A gente veio aqui justamente para fazer isso. Terminando a eleição, se a gente ganhar, vamos fazer um acordo formal com o América para vir jogar aqui”, afirmou Maruca.

O candidato disse que pretende aproveitar toda a estrutura do Teixeirão para a realização das partidas e considera que Rio Preto reúne condições logísticas e de hospedagem para receber jogos de maior porte. Ele citou o aeroporto, a rede hoteleira e a localização da cidade, próxima a importantes rodovias, como fatores favoráveis.

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“Condições tem. O que falta é vontade atualmente. A estrutura que a cidade oferece vai além do Teixeirão. Temos aeroporto, hotéis e espaços que podem ser aproveitados pelo time”, declarou.

Maruca também demonstrou confiança nas melhorias que, segundo ele, foram apresentadas pela direção do América durante a visita, especialmente no gramado e nos vestiários. Para o candidato, os investimentos necessários não inviabilizariam a utilização do estádio pelo Santos.

Na avaliação dele, a realização de partidas na cidade poderia movimentar a economia local, especialmente os setores de hotelaria, alimentação e serviços. A ideia é atrair não apenas os torcedores de Rio Preto, mas também o público de municípios da região.

Parceria nas categorias de base

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Além da possibilidade de realizar jogos no Teixeirão, a proposta prevê transformar o América em um parceiro do Santos na captação e no desenvolvimento de jovens atletas. A ideia é aproveitar jogadores que passam pelas categorias de base santistas, mas não conseguem espaço imediato no elenco profissional.

Maruca explicou que atletas que chegam ao sub-20 e ainda não estão preparados para atuar profissionalmente poderiam defender o América por um período, ganhar experiência e, eventualmente, retornar ao Santos em melhores condições.

“Às vezes, com 20 anos, o jogador ainda não terminou de amadurecer. Mas, com 22 ou 23, pode estar pronto. Acabou o espaço dele no Santos, não está pronto, vem para o América, passa dois anos aqui, ajuda o América, termina de amadurecer e pode voltar ao Santos”, explicou.

Segundo o candidato, o modelo poderia gerar benefícios esportivos e financeiros para os dois clubes, inclusive com a valorização de atletas revelados ou desenvolvidos em conjunto.

“Se você quer reconstruir os dois times, precisa de dinheiro. Jogadores que forem revelados em conjunto vão trazer frutos financeiros para o Santos e para o América”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de os clubes se enfrentarem em competições oficiais, Maruca disse que uma eventual parceria não impediria a rivalidade dentro de campo. “Vai ser um adversário, não um inimigo. Vai ser adversário de um jogo, de dois jogos. O futebol é desse jeito”, disse.

Eleição e propostas para o Santos

Maurício Maruca disputa novamente a presidência do Santos. Na eleição anterior, em 2023, ele ficou na segunda colocação. Para o pleito deste ano, uniu forças com Rodrigo Marino, que também participou da disputa anterior. A eleição está prevista para dezembro e tem outros três candidatos anunciados: Wladimir Mattos, José Renato Quaresma e Ivan Luduvice.

Entre as principais bandeiras da chapa estão a profissionalização da administração, a recuperação da credibilidade institucional e a reorganização financeira do clube.

Maruca afirmou que, caso vença a eleição, uma das primeiras medidas será contratar uma auditoria independente para examinar a situação administrativa e financeira do Santos.

“Contratar uma auditoria de peso. Isso vai fazer toda a diferença”, declarou.

O candidato também defende a substituição do modelo de gestão baseado em dirigentes estatutários por uma estrutura conduzida por profissionais contratados.

“Profissionalização completa do clube. De ponta a ponta. Só profissionais trabalhando no clube. Chega de diretor estatutário, chega de amigo do amigo, do primo, do vizinho. A falta de profissionalismo levou ao que o clube está sofrendo hoje”, afirmou.

Na avaliação de Maruca, o Santos precisa recuperar o prestígio que construiu ao longo de sua história. Ele considera que o clube perdeu credibilidade em gestões recentes e defende uma reorganização para voltar a ocupar posição de destaque no futebol brasileiro.

Apesar das dificuldades, o candidato acredita que o Santos mantém capacidade de atrair jovens talentos. Ele citou a tradição do clube na revelação de jogadores como um dos principais patrimônios da instituição.

“O Santos é uma fábrica de jogadores, sempre foi. É um nome que passa na cabeça de todo jogador que inicia no futebol, porque sabe que no Santos vai acabar jogando no time principal. É o time que mais coloca jovens da sua base para jogar”, afirmou.

A visita a Rio Preto faz parte da articulação da chapa para ampliar a presença do Santos no interior paulista. Maruca também manifestou interesse em conhecer a estrutura do Mirassol, mas ressaltou que a proposta de parceria apresentada ao América depende de uma eventual vitória na eleição e de um acordo formal entre os clubes.

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