Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 8 de dezembro
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
A folia
Antes mesmo do Natal e do Ano Novo, o Carnaval de 2024 já está dando o que falar. Segundo o deputado estadual Itamar Borges (MDB), ele foi procurado por organizadores de Blocos de Carnaval e Escolas de Samba para apoio financeiro. Em nota, o beijoqueiro disse que procurou a Secretaria Estadual de Turismo e não conseguiu, mas a solução foi destinar recursos na área de Custeio. Claro que houve quem esperneou, mas vai ter folia, sim!
Aproveitando
A mesma nota do deputado também fez questão de esclarecer que, somente neste ano, foram mais de R$ 15 milhões em emendas destinadas a diversos setores da Prefeitura de Rio Preto. “O compromisso assumido por Itamar em ajudar a Cultura e o Carnaval de Rio Preto foi cumprido”, ressalta o documento. Assim, a expectativa é de que as escolas desfilem em um evento no Mercadão, no ano que vem.
Não foi desta vez
Depois de adiarem a votação do Projeto de Lei que permitiria a instalação da tecnologia 5G na cidade por dez sessões, o presidente da Câmara, Paulo Pauléra (Progressistas), colocou o texto para a discussão. A atitude de colocar a proposta em pauta antes mesmo que terminasse o prazo aprovado pelo plenário já dava um tom de tudo ou nada. Sem nenhuma novidade, Rio Preto ficou no nada e não tem uma legislação que permite a chegada da tecnologia neste ano.
A pergunta de R$ 1 milhão
A Associação Comercia e Industrial de Rio Preto (Acirp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) do Noroeste paulista rechaçaram a atitude dos vereadores. Os empresários chamaram de “retrocesso” e questionaram os motivos que levaram os parlamentares a rejeitarem o texto. Kelvin Kaiser e Aldina Clarete D’Amico não economizaram nas críticas, mas também se colocaram à disposição para conversar e afinar uma solução para a cidade.
Smart City
No ano passado, Rio Preto passou da 81ª para a 71ª posição, o mesmo posto que ocupou no estudo realizado em 2021, mas com uma nota inferior. Segundo a Urban Systems, responsável pelo ranking ‘Cidades Inteligente’, a nota de Rio Preto neste ano foi de 29,428, contra 29,891 do ano de 2022. Em 2021, a nota de Rio Preto foi 30,959. O estudo é composto por 74 indicadores que envolve tecnologia e inovação, empreendedorismo e governança. Agora é só esperar o baque do próximo ano.
Justificativas
O placar pela reprovação do projeto ficou em 9 a 7. Durante a votação, Pedro Roberto (Patriota) chegou a se mostrar indignado com o que estava acontecendo e disse que não acreditava. Jean Dornelas (MDB), descomunal defensor do governo na Câmara, chegou a ficar nervoso e até cortou a fala de Pedro Roberto para falar mais. Até ficou parecendo que todos foram pegos de surpresa.

Sem correções
Terminada a votação, o vereador Jorge Menezes (PSD) resolveu questionar a reportagem da Gazeta de Rio Preto sobre a divulgação dos vereadores que foram favoráveis ao projeto. Segundo o parlamentar, João Paulo Rillo (PSOL) teria sido contra. Apesar do psolista ter votado contra uma, das três emendas, coincidentemente a do próprio Jorge Menezes, o voto no Projeto de Lei foi a favor. “Ah! Ele tinha me dito que votaria contra”, disse o vereador.
Motivações
Jorge Menezes repetiu os argumentos anteriormente ditos em plenário pela turma de vereadores que votou contra o projeto. Segundo eles, a discordância com o texto é tão somente porque nenhum representante de operadoras de telefonia apareceu nas audiências públicas para discutir a proposta. Ao relembrar os encontros realizados ao longo do último ano, os vereadores contra também não apareceram em todos.
Inês é morta
Um novo projeto sobre o mesmo tema deve voltar à Câmara só no ano que vem. Até lá, os quase 500 mil habitantes continuam esperando. Enquanto isso, o Ministério das Comunicações segue divulgando as cidades que estão prontas para receber a tecnologia 5G. Parece até que se perdeu a avidez pela retomada da economia depois da pandemia. Com o avanço da tecnologia, todos sabemos que rapidamente os equipamentos se tornam ultrapassados.
Na Alesp
A votação da proposta que permite privatizar a Sabesp virou tumulto na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A confusão foi tão grande que policiais militares jogaram gás lacrimogêneo dentro do plenário. Ainda se recuperando dos efeitos, a deputada que representa a região Beth Sahão (PT), gravou um vídeo e disse ‘nunca vi nada parecido’. Em meio a tosses, ela tentou relatar a situação e disse que “jogaram bomba de gás lacrimogêneo em deputados”.

Ninguém perdeu
A Justiça mandou o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais seguir com a eleição da nova diretoria. O caso só foi parar no Judiciário depois que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Municipal (ATEM) resolveu questionar os prazos e os trâmites. De um lado, a Sanny Lima Braga, atual presidente e candidata à reeleição, saiu ganhando e vai realizar o pleito. De outro lado, a ATEM saiu ganhando e porque a data da eleição já passou, o que significa que vai ter que marcar outro dia.
Tem mais briga
Muito se engana quem acha que a briga parou por aí. O próximo capítulo é a disputa pelas taxas sindicais dos servidores. A Justiça do Trabalho concedeu liminar para garantir o desconto em folha de pagamento da contribuição sindical dos trabalhadores em educação. Com isso, os servidores podem escolher qual sindicato querem pagar e como querem pagar. O grande problema é que o processo está tramitando em sigilo. “Nós vamos finalizar o ano, eles, eu, na verdade, fazendo olho por olho, dente por dente”, disse Fabiano de Jesus.
Habitações
O deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) pegou mais uma carona no programa Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal e correu para as redes sociais. Em mais um vídeo diário, o ex-prefeito foi saudosista e citou os bairros Nova Esperança, Lealdade e Amizade, Residencial Vila Toninho e Solidariedade. Todos entregues durante a gestão dele, mas, de novo, ele esqueceu de citar a presidente Dilma Roussef (PT), que liberou a construção das habitações na cidade.
Inominável
Aliás, tem se tornado bastante comum os políticos se esquecerem do nome do presidente da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) virou um homem sem nome e agora os agradecimentos são apenas para o Governo Federal. Aqui pelo interior, alguns políticos têm estendido a prática para o ex-presidente Michel Temer (MDB). É bastante comum ouvir apenas Jair Bolsonaro (PL). O problema é que isso pode custar caro para toda a região e não será com os eleitores.
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