Cidades
Homem é preso suspeito de cárcere privado em clínica clandestina da região
Polícia Civil também determinou a interrupção das atividades do estabelecimento, que funcionava como uma clínica clandestina para dependentes químicos
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na última quarta-feira (23/9) um homem suspeito de manter pessoas privadas de liberdade em um imóvel no bairro Termas de Ibirá, a 39 km de Rio Preto. Duas vítimas foram resgatadas durante a ação, realizada pela Delegacia de Polícia de Ibirá após uma denúncia anônima sobre possível cárcere privado e o funcionamento de uma clínica clandestina para dependentes químicos.
Os policiais foram até o imóvel para averiguar a informação e encontraram A. S. e L. H. G. dentro da propriedade. Durante a diligência, os agentes constataram que o portão de entrada estava fechado por fora com uma corrente e um cadeado. As pessoas que estavam no local não tinham as chaves nem outra forma de sair por conta própria.
Diante da situação, os policiais precisaram romper o cadeado para retirar as vítimas do imóvel e garantir a libertação delas.
As investigações indicaram que cerca de dez pessoas moravam na propriedade. Parte dos moradores, segundo os relatos obtidos pela polícia, tinha histórico de dependência química ou alcoolismo. Os residentes também relataram que trabalhavam na venda de paçocas em municípios da região.
Ainda conforme os depoimentos, somente o responsável pelo imóvel e um colaborador tinham as chaves do local. A circunstância, segundo a investigação, restringia a liberdade de locomoção das pessoas que permaneciam na propriedade.
A Polícia Civil também determinou a interrupção das atividades do estabelecimento, que funcionava sem alvará e sem autorização dos órgãos competentes.
Durante a ocorrência, os policiais apreenderam um celular que pertencia ao investigado. A Polícia Civil solicitou à Justiça autorização para a realização de perícia no aparelho. A análise deverá contribuir para o aprofundamento da investigação e para verificar a possível participação de outras pessoas, identificar eventuais novas vítimas e apurar a existência de outros crimes relacionados ao caso.
Considerando a reincidência criminal do homem preso e os elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
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