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Homenagem a juiz que perdeu a vida para a covid comove público no Fórum

Representantes da alta corte judiciária e operadores de Direito discursaram

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Ivan Feitosa/Pref. Rio Preto

Numa cerimônia altamente emotiva, desembargadores, juízes, promotores, advogados, políticos, operadores de Direito, vereador, familiares e uma infinidade de amigos lotaram o auditório do Fórum Cível de Rio Preto para acompanhar a cerimônia de designação do local com o nome do juiz Marcos Paulo Vieira, falecido em 2021, vítima de covid-19.

Como principal convidado, o desembargador Ricardo Mair Afene agradeceu ao prefeito Edinho Araújo por tê-lo recebido como hóspede oficial do município e pelas homenagens que a Prefeitura e a Câmara fizeram ao falecido. Por ocasião da morte do juiz, o prefeito Edinho decretou luto oficial de três dias no município. Uma rua em Rio Preto também foi batizada com seu nome.

Dr. Paulo Marcos era uma figura sui generis, a quem a importância do cargo não conferia arrogância, desprezo, nem cara feia. Era um homem eternamente sorridente, acolhedor e amável. Nascido em Birigui, era santista apaixonado e jogava um bolão.

O pedido da homenagem foi feito pela juíza Luciana Cochito, diretora do Fórum: ”Nomear o prédio cível com seu nome, um local onde ele judicava todos os dias, é preservar a memória daquele que honrou a toga com maestria, buscando sempre o ideal de Justiça, mas sem nunca esquecer a cordialidade e boa convivência com todos os operadores do Direito e membros da sociedade,”declarou a juíza Luciana.

Entre os amigos, estava o engenheiro eletricista Manoel Esteves Sobrinho, de Birigui, seu amigo de infância, companheiro de bancos da escola primária, das disputas de bolinha de gude e botão. Em São Paulo, onde foram fazer faculdade, ambos se hospedaram na mesma pensão na Bela Vista (1972-1980) e esticaram a convivência.

Também compareceram a viúva Vanilda Maria de Lima Vieira e os filhos, Ana Paula, Ana Beatriz e Eduardo.

Na ocasião, também discursaram o presidente da OAB Rio Preto Henry Atique, o juiz Sérgio Clementino, a filha Ana Paula, Tadeu Rezende (advogado em Mococa) e o prefeito Edinho.

Encerrando, o desembargador Ricardo Afene fechou a cota de discursos relembrando o grande amigo de turma de formatura (1981, na PUC/SP): “Uma pessoa extremamente bem-humorada, não escondia seu amor ao próximo, à toga e à família. Ele representou muito bem o Tribunal de Justiça.”

Na homenagem da placa nesta sexta-feira, 19, a banda militar do CPI-5 regida pelo maestro Robson Nilson Vicente, animou os presentes.

FRASES

“Admirava seu discurso eloquente, não misturava as coisas, amizade era uma coisa, profissão era outra; era justo nos seus argumentos. Sempre aprendíamos algo com ele.” (Manoel Esteves Sobrinho, engenheiro eletricista, Birigui)

“Casamos por amor. Vivo por amor a ele. Era companheiro em tempo integral, perfeito. Tive a sorte de casar com uma pessoa do bem, praticante da paz e da harmonia. Uma das coisas que eu mais admirava nele era a humildade. Ele deixou inúmeras lições de vida, uma capacidade de amar e compreender as pessoas, sem importar a classe social. Deixou-nos um legado rico.”

(Vanilda, Maria Vieira, esposa)

“Somos amigos e contemporâneos de carreira, não havia quem não gostasse daquele homem bonachão; não dava pra ficar mal-humorado perto dele. Ele era o bom humor em pessoa.”

(Jaime Trindade, juiz aposentado)

“Ele tinha a rara qualidade de aglutinar as pessoas, de harmonizar o ambiente, foi um líder nosso. Homem de caráter. Dizia que sua cidade Birigui só fez dois homens bonitos, ele em primeiro lugar e o Gianechinni (ator) em segundo. A beleza de alma que este homem irradiava era um deleite. Tinha um senso de responsabilidade para com o Fórum Cível e enviava aos amigos mensagens reflexivas de Platão e outros filósofos acerca das situações da vida, todas pertinentes a um modo de agir com ética e verdade.”

Luiz Fernando Dal Poz, juiz de Direito)  

(Colaboração: Cecília Demian – Secretaria de Comunicação de Rio Preto.)

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