Esportes
Medalhas de Fadinha e Kelvin agitam o mundo do skate
Flávio Lopes, o Flavinho, um dos mais experientes e conhecidos skatistas da região, falou sobre a importância das duas medalhas de prata em Tóquio
A primeira medalha brasileira em Tóquio veio com o skatista Kelvin Hoefler, uma prata na modalidade street, e logo no dia seguinte, Rayssa Leal, a Fadinha, de apenas 13, encantou o Brasil todo ao faturar outra prata, também no street, e cravar seu nome como a mais jovem medalhista olímpica brasileira. Fadinha e Kelvin são de gerações diferentes e agitaram o mundo do skate nacional e local. Em Rio Preto, um dos skatistas mais experiente, Flávio Lopes, o Flavinho, comenta sobre a repercussão das medalhas e de como está o esporte na cidade e região.
Skatista profissional, com 36 anos, Flavinho acabou tornando-se mais do que um atleta. Virou projetista e construtor de pistas de skate pelo Brasil todo. “Atualmente estamos vivendo uma evolução natural do esporte com a entrada da modalidade nas Olimpíadas. Essas medalhas são muito importantes para a evolução e aumento de praticantes mais jovens. O importante é que com toda essa evolução e admiração pelos nossos conterrâneos que nos representa, lá em Tóquio, nós continuemos a formar novos atletas, investir na base, já pensando em representações futuras”. Flavinho conta que tem conversado muito com dirigentes da região para que façam investimentos no esporte regional. “Precisamos sempre dialogar. É preciso investir em educação, em esporte, para que o cenário mude, para que a realidade do jovem mude. Nossos jovens merecem oportunidades reais para terem um futuro diferente da realidade que temos atualmente. Dar sonhos para nossas crianças é dar esperança de um futuro melhor para nossos futuros cidadãos”.
Flavinho começou no esporte nos anos 90, praticando na rua, como a maioria das crianças. Em 1997, com o surgimento da primeira pista de skate particular, localizada próxima ao Riopreto Shopping, ele começou a ter mais informações sobre o esporte. “Logo começaram a ter os primeiros campeonatos e entrei de cabeça. Iniciei na categoria iniciante e amador e fiz minha estreia, ficando em 5º lugar, logo no primeiro evento que participei”, relembra o atleta que já competiu por todo o país e também no exterior. Foi bicampeão Paulista e já contou com patrocinadores nacionais e estrangeiros. Integrou grandes times de marcas do esporte brasileiro. “Após um tempo nossa carreira fica consolidada. Já fiz parte das principais empresas de skate do Brasil e tive apoio de empresas nacional e americanas. Posso dizer que hoje sou um profissional do esporte”, afirmou Flavinho que viaja pelo Brasil, visitando lojas e realizando eventos de marcas da modalidade.
Flavinho relembra que participou de um reality show de skate há alguns anos e foi capa de conceituadas revistas do segmento. Por onde vá leva uma legião de jovens que querem ver de perto sua performance. “Há alguns anos dedico boa parte da minha vida para minha outra vocação que é a criação de novos espaços para a prática do skate. Aqui na cidade, por exemplo, participei do projeto da pista do Júpiter Olímpico, da famosa e renomada Skate Plaza, de Guapiaçu, que é uma das melhores do país neste formato de praça, a Skate Plaza de Cedral e muitas outras. Temos vários projetos por todo Brasil”.
Rio Preto conta com uma escolinha de skate, que funciona no Júpiter Olímpico. Mais informações com o coordenador do ginásio Natalone, Rafael Galego, nos fones: (17) 3201-8890/3222-1617 ou pelo e-mail esportes@riopreto.sp.gov.br.
GIRO ESPORTIVO
Duas gigantes
Uma das imagens que repercutiu muito nesta semana foi a da central rio-pretense Carol Gattaz ao lado da skatista, Rayssa Leal, a Fadinha. A skatista, de apenas 13 anos, fez a alegria do Brasil todo e virou um xodozinho na Vila Olímpica, de Tóquio. E Carol comemorou na última terça-feira (27) os seus 40 anos e vibrou muito, com mais uma vitória da seleção de voleibol feminino. Carol tem 1,92m de altura, enquanto Rayssa tem 1,47m.
Seleiro de craques
O time de futebol feminino de Rio Preto, comandado pelo casal Chicão e Doroteia, continua fazendo história. Uma das equipes que mais formou atletas no Brasil, a equipe de Doroteia e Chicão tem o orgulho de ter contado com cinco jogadoras que hoje defendem o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Além de Marta, passaram por aqui Jucinara, Ludmila, Bruna Benitis e Poliana.
Catanduvense na bronca
O corredor catanduvense, Altobeli da Silva, que começa a competir nesta sexta-feira (30) em busca de medalhas nos 3000m com barreiras, em Tóquio, fez um desabafo nas suas redes sociais sobre som alto num dos quartos ao lado do seu e a reclamação viralizou, nesta semana. “Estou com um estresse aqui. Chego a estar tremendo de tanta raiva. Uma barulheira aqui na porta do quarto, som de funk”..
Campeonato Amador
Está marcado para a próxima terça-feira (03) reunião com os representantes dos times da Série A e B do futebol varzeano de Rio Preto. O secretário de Esportes, Fábio Marcondes, é quem comanda a reunião, no Centro Regional de Eventos. É esperado que a próxima competição do Varzeano possa contar com mais de 50 times da cidade.
-
Cidades1 diaEx-delegado seccional de Rio Preto é promovido ao nível mais alto da Civil
-
Cidades1 diaCantora e modelo Karina Zeviani morre aos 51 anos em Rio Preto
-
Cidades1 diaComerciante é ameaçado após receber Pix de empréstimo em Rio Preto
-
Política18 horasNa reta final das eleições: Rio Preto tem 30 candidatos na disputa
