Cidades
Moradores de rua acusam PMs por atear fogo em pertences e agressão no centro de Rio Preto
O boletim de ocorrência de lesão corporal foi registrado no 3° Distrito Policial. A Polícia Civil instaurou inquérito policial para apurar os fatos e a PM também abriu procedimento investigatório. Uma das vítimas, uma mulher de 37, grávida de cinco meses, sofreu queimaduras no braço
A Polícia Civil ira instaurar inquérito para investigar a denúncia feita por dois moradores de rua contra três policiais militares. Eles afirmam foram agredidos e tiveram seus pertences queimados pelos PMs em um pontilhão na área central de Rio Preto na tarde de quarta-feira, dia 8. Uma das vítimas, uma mulher de 37, grávida de cinco meses, sofreu queimaduras no braço.
De acordo com o boletim de ocorrência, os dois moradores de rua – um homem de 37 anos e uma mulher de 39 anos – estavam próximo ao pontilhão João Mesquita quando foram abordados por três policiais militares de bicicletas.
Ainda de acordo com o relato do registro policial, sem motivos aparente os PMs agrediram os moradores de rua e atearam fogo no pertences das vítimas. A mulher sofreu queimaduras nos braços e procurou ajuda médica logo após as agressões. O caso foi registrado no 3° Distrito Policial, mas foi encaminhado ao 1° DP, já que o local dos fatos abrange a área daquela delegacia.
“Será instaurado inquérito policial para apurar esta situação. O caso foi registrado como lesão corporal, mas poderá ser qualificado como abuso de autoridade ou até mesmo incêndio. Por isso vamos analisar os fatos. Agora tudo isso será investigado, não podemos ser levianos, de falar coisas que ainda não sabemos, o boletim de ocorrência é o primeiro passo”, diz o delegado Júlio Pesquero.
“Agora temos mais perguntas do que respostas. Vamos apurar o que de fato aconteceu ali, se foi com dolo ou não? Se foi praticado por policiais e por quais motivos? Tudo isso precisamos esclarecer. Se a investigação apurar que de fato aconteceu um abuso, os responsáveis devem ser punidos”, afirma o delegado.
Questionada, a Polícia Militar informou por meio de nota que” ao tomar conhecimento da notícia, o Comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar do Interior determinou a abertura de procedimento investigatório para apuração dos fatos, e realização de diligências imediatas”.
E, ainda de acordo com a nota, afirmou “haver testemunhas da abordagem policial, segundo as quais os fatos teriam ocorrido de forma diversa da relatada pelas supostas vítimas, conforme declarações prestadas em Boletim de Ocorrência da Polícia Militar. Também já se apurou que o reclamante tem vários antecedentes criminais e que, até o momento, não há indicações de testemunhas que confirmem a versão por ele apresentada, conforme se verifica no Boletim de Ocorrência da Polícia Civil. As investigações estão em curso e serão complementadas com a coleta de outras provas sobre os fatos”.
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