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Negócio entre amigos termina em estelionato e lesão corporal

Suposto leilão para compra de ouro pela internet e transferência de mais de R$ 40 mil causou a briga, que teve agressão com pedaço de madeira

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Divulgação/Ilustrativa
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Uma ocorrência, no mínimo, ‘diferente’, foi registrada no plantão policial de Rio Preto nesta segunda-feira (19). Negócio entre amigos de infância terminou em um caso de estelionato e lesão corporal no bairro Vila Angélica. De acordo com informações do registro policial, um advogado de 58 anos ofereceu a um amigo ourives (55 anos) a compra de ouro pela internet a preços mais baixos, causando-lhe prejuízo. O ourives não quis receber um carro como reembolso e agrediu o ‘amigo’ com pedaço de madeira.

Na delegacia, o ourives contou que “é amigo de infância do advogado e que este entrou em contato com ele dizendo que poderia comprar ouro por meio de leilão online a preço mais baixo do que o praticado pelo mercado. Devido a serem amigos há muito tempo, acreditou no envolvido e transferiu para a conta dele R$ 42,5 mil. Depois, o suspeito foi até a fábrica onde trabalha e lhe informou que o leilão havia sido aprovado, mas o valor total era de R$ 109.250 mil, faltando, portanto, R$ 67 mil”.

Ele seguiu o relato ressaltando que “desconfiou e dirigiram-se para o banco, a fim de confirmar se havia mesmo o referido leilão de compra de ouro. A atendente constatou que se tratava de um contrato de 2015 e que o mesmo estava rasurado, e, por isso, não tinha valor algum”.

Já o advogado, declarou que “pelo fato do amigo ser ourives, ofereceu-lhe para comprar por meio do leilão, solicitou mesmo o valor de R$ 42.250 mil para iniciar os procedimentos para habilitar o – suposto – leilão. Mas, o citado evento acabou cancelado e foi até a fábrica do amigo pedir mais R$ 67 mil para ofertar novo lance para compra de ouro. Mas o ourives não acreditou e, muito nervoso, pegou um pedaço de madeira e lhe desferiu golpes pelo corpo, causando lesões”.

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Frisa ainda o advogado que “foram até a instituição bancária e lá constataram que não havia contrato de compra de ouro por meio de leilão e que ofereceu um carro HB-20 como pagamento ao amigo. mas ele não aceitou, dizendo que só aceitava o dinheiro de volta. Ele tem intenção de quitar os R$ 42.250 mil”.

O delegado de plantão expediu requisição para exame de corpo de delito ao advogado, que deve ser realizado no IML, orientou às vítimas quanto ao prazo de seis meses que têm direito a entrar com processo uma contra a outra e determinou instauração de inquérito para apurar o caso. Material foi encaminhado à delegacia correspondente a região dos fatos e os envolvidos liberados após prestarem depoimento.

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