Economia
Páscoa deve movimentar até R$ 11,8 milhões na economia de Rio Preto
Estimativa da Acirp considera a venda de chocolates e ovos de Páscoa em supermercados, minimercados e lojas especializadas
A Páscoa de 2026 deve injetar até R$ 11,8 milhões na economia de Rio Preto, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Econômicos da Acirp, a Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto. A estimativa considera a comercialização de itens típicos do período, especialmente ovos de Páscoa e chocolates em geral, com impacto direto sobre os segmentos de supermercados, minimercados e lojas especializadas na venda de produtos de chocolate.
Segundo o estudo, a data deve impactar diretamente ao menos 800 estabelecimentos no município, além de refletir de forma indireta em outros negócios ligados à cadeia de abastecimento, distribuição e consumo. O levantamento reforça o peso econômico das datas sazonais para o varejo local, sobretudo em períodos marcados por forte apelo emocional e aumento da intenção de compra das famílias.
A análise do Centro de Estudos Econômicos da Acirp mostra que a Páscoa segue como uma importante data com capacidade de ativação do consumo no primeiro semestre, ao reunir características que combinam valor simbólico, tradição familiar e tíquete distribuído entre diferentes faixas de renda. Na prática, isso favorece uma capilaridade maior nas vendas, alcançando desde grandes redes até comércios de bairro e operações especializadas.
Para o economista do Centro de Estudos Econômicos da Acirp, Adnan Jebailey, o desempenho estimado para 2026 confirma a relevância da data para a dinâmica do comércio rio-pretense e evidencia como o calendário afetivo segue exercendo papel importante sobre a atividade econômica local.
“A Páscoa tem uma característica muito própria dentro do calendário do varejo, porque ela une componente emocional, tradição de consumo e ampla presença dos produtos nos canais de venda. Isso faz com que a movimentação se espalhe por diferentes perfis de estabelecimentos e reforce o giro econômico do município em um momento estratégico do primeiro semestre. Embora o chocolate seja o principal símbolo da data, o efeito econômico vai além do produto em si e alcança toda uma cadeia comercial estimulada por esse comportamento sazonal das famílias”, afirma.
O levantamento também destaca que a data tende a gerar reflexos relevantes sobre o fluxo do comércio, uma vez que a procura por produtos ligados à Páscoa costuma ocorrer em diferentes formatos de compra, desde aquisições planejadas até compras de conveniência e última hora. Esse comportamento amplia as oportunidades para diversos perfis de operação e reforça a importância do período para o faturamento do setor.
A estimativa elaborada pelo Centro de Estudos Econômicos da Acirp foi construída com base em microdados públicos disponibilizados pela Receita Federal e pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, além de cálculos estatísticos fundamentados no faturamento médio de cada setor, no número de empresas e na arrecadação de impostos. A metodologia busca oferecer uma leitura técnica sobre o potencial de circulação financeira gerado pela data no município.
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