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Polícia Civil apura passado de ex-assessor em investigação de homicídio

Investigação analisa histórico profissional da vítima anterior ao homicídio

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A Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto trabalha para esclarecer se o assassinato de Pablo Lourenço Barbarelli Frazato, ex-chefe de gabinete do vereador Irineu Tadeu (União Brasil), pode ter relação com acontecimentos anteriores à execução.

O crime ocorreu no dia 19 de dezembro, quando a vítima foi morta com tiros na cabeça, dentro do quarto da própria casa. Quatro semanas após o homicídio, ainda não há identificação de suspeitos nem definição da motivação.

Pablo havia sido desligado do cargo um dia antes de morrer. Em depoimento à polícia, o parlamentar afirmou que a decisão pela exoneração se deu por razões estritamente profissionais, sem qualquer conflito pessoal.

Segundo o delegado Fernando Tedde, chefe da Deic, as investigações também analisam a trajetória profissional da vítima antes de sua atuação na Câmara Municipal de Rio Preto. Pablo havia trabalhado como gerente de uma casa lotérica em Ribeirão Preto. O estabelecimento foi alvo de uma tentativa de assalto em fevereiro de 2022, quando um homem armado rendeu funcionários, mas deixou o local sem levar dinheiro.

A Polícia Militar foi acionada e, com base em imagens do circuito de segurança, conseguiu localizar o suspeito, que foi preso após admitir a tentativa de roubo. O homem também afirmou ter utilizado um simulacro de arma de fogo. Pablo foi testemunha no processo que resultou na condenação do criminoso.

Segundo a Polícia Civil, uma das linhas de investigação busca esclarecer se a vítima passou a sofrer ameaças após o episódio ocorrido em Ribeirão Preto.

No âmbito do trabalho na Câmara, além do vereador, outra ex-assessora que também foi dispensada foi ouvida. Ela afirmou não ter conhecimento de fatos que pudessem relacionar o ambiente profissional ao crime e disse não ter recebido qualquer tipo de ameaça.

A Deic segue realizando diligências técnicas e perícias. Entre elas, estão análises no computador utilizado por Pablo no Legislativo e em seu telefone celular. De acordo com a Polícia Civil, o acesso ao aparelho enfrenta dificuldades por se tratar de um dispositivo com alto nível de segurança e sem fornecimento de senha por familiares. Técnicos tentam recuperar dados como mensagens, imagens e áudios por meio de softwares especializados.

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