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Réu acusado de atropelar homem duas vezes em briga de trânsito será julgado em fevereiro

Segundo o Ministério Público, ele atropelou a vítima em marcha ré e depois arrancou com o veículo, passando por cima do corpo novamente

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A juíza da 5ª Vara Criminal de Rio Preto, Gláucia Véspoli de Oliveira, marcou para o dia 1º de fevereiro o júri popular de Diego Patrick Ferreira do Nascimento que, em maio de 2019, atropelou duas vezes um homem durante uma discussão de trânsito no bairro Itapema.

A vítima morreu e o motorista do carro foi denunciado por homicídio qualificado por meio cruel.

O crime aconteceu durante uma madrugada de sexta-feira e teve como estopim uma colisão traseira.

Diego, que tinha 21 anos na época, dirigia um Gol pelo bairro Jardim Paraíso, acompanhado de dois amigos, quando bateu atrás de um Civic.

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As versões são conflitantes quanto à dinâmica dos fatos.

Porém, o rapaz afirma que a batida aconteceu porque o motorista do Civic, Robson Fernando Mathias, de 39 anos, freou bruscamente.

Ele continuou o trajeto e os amigos no Gol teriam perseguido o carro para tirarem satisfação.

Alcançado na rua Paschoal Decrescenzo, o motorista do Civic teria saído do veículo e investido contra o passageiro do lado do motorista, apertando o pescoço dele.

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Diego afirma que, para fazer o homem soltar o amigo, deu ré no carro. Robson teria se desequilibrado, mas levantou novamente e deu a volta por trás do Gol para agredir o motorista. O rapaz afirma que tentou acelerar e fugir, mas se confundiu e esqueceu que o carro estava engatado na ré. Por isso acabou atropelando o homem.

Os três jovens são unânimes em dizer que o Gol passou por cima do corpo de Robson.

Porém, Diego afirma que não atropelou a vítima de novo para sair do local. Versão que o Ministério Público considera pouco crível, já que não haveria espaço para manobrar.

Eles fugiram e foram localizados pouco depois, por meio do endereço cadastrado na placa do Gol. O carro pertence ao passageiro, que entregou a condução a Diego (que não era habilitado), porque estava embriagado.

Robson foi intubado no local do acidente e levado em estado grave para o Hospital de Base. Ele morreu horas depois, em decorrência de traumatismo craniano.

Diego está preso desde a data do crime no Centro de Detenção Provisória. Um processo disciplinar foi instaurado na unidade após ele receber uma placa de celular pelos Correios.

O julgamento foi agendado para começar às 13h30.

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