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Vítima de acidente inclui dente que já tinha ‘perdido’ em processo contra a Prefeitura

A restauração mais barata ficou em R$ 2, 3 mil. Porém, a Procuradoria apresentou provas de que o dente já estava “destruído” meses antes da ocorrência

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Uma situação inusitada foi identificada pela reportagem da Gazeta de Rio Preto em um processo de indenização por danos morais e materiais movido por uma munícipe contra a Prefeitura de Rio Preto.

Ela sofreu um acidente de trânsito e detalhou na ação os prejuízos estéticos decorrentes da queda de moto, entre eles a perda de dentes. Orçamentos anexados ao processo inclui o implante do dente 36 e a respectiva coroa, em porcelana.

Ocorre que, analisando os detalhes da petição para elaborar a contestação, a Procuradoria do Município identificou que o dente mencionado (e que é o mais caro do orçamento) já estava comprometido antes do acidente, com indicação, inclusive, de extração.

Segundo informações do processo, em fevereiro a mulher caiu de moto ao passar sobre uma lombada sem pintura. Em decorrência do acidente, sofreu fratura na mandíbula, perdeu dentes e parte da audição.

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Prontuário médico e consultas posteriores na rede pública comprovam as lesões. Além do prejuízo material relacionado à moto, que ficou destruída.

Porém, chama atenção nos orçamentos anexados a inclusão do dente 36. A vítima realizou cotação para restauração em três consultórios, recebendo como proposta os valores de R$ 2,3 mil; R$ 3mil e R$ 3, 5 mil.

Dos serviços odontológicos a serem realizados, este é o mais caro.

Ocorre que, analisando o prontuário da mulher, que era atendida na rede pública, a Procuradoria constatou que a munícipe esteve em duas UPAs da cidade em dezembro do ano passado (ou seja, antes do acidente) queixando-se de dores, justamente, no dente 36.

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No primeiro atendimento a indicação era de retirada. A paciente se recusou e foi medicada. No dia seguinte, ela procurou outra unidade e o cirurgião dentista propôs, como opção, endodontia e instalação de coroa. Só que alertou que o serviço não era realizado na rede pública. No prontuário consta que o dente estava “bastante destruído”.

Apesar do fato curioso, a ação demonstra que a lombada estava realmente sem pintura asfáltica e a ausência de sinalização pode ter contribuído para o acidente, que resultou em lesões graves e permanentes.  A vítima pede R$ 17, 7 mil de indenização.

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