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27% dos partidos políticos de Rio Preto não entregaram prestação de contas

Os diretórios que não entregarem a documentação podem ficar de fora das eleições de 2024

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Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Dos 26 partidos políticos constituídos em Rio Preto, apenas sete deixaram de entregar a prestação de contas referentes ao ano de 2022 ao Cartório Eleitoral dentro do prazo, de acordo com um levantamento divulgado pelo órgão, nesta sexta-feira (7). A data limite para apresentar a documentação foi o último dia 30 e os diretórios que não cumpriram com a obrigação podem ficar fora da disputa das eleições de 2024.

Responsável pelo levantamento, o chefe do cartório eleitoral da zona 267, em Rio Preto, Regis Gaide Pistori, explicou que existem critérios que definem quais os partidos que são obrigados a prestar contas. “O critério para que o partido preste conta é que ele tenha vigência total, ou pelo menos de um mês, no ano de 2022”, esclareceu.

O procedimento adotado pela Justiça Eleitoral é que os cartórios eleitorais, responsáveis pela fiscalização dos diretórios municipais, notifiquem os dirigentes dos órgãos partidários para que os dados sejam apresentados em até 72 horas. Permanecendo a inadimplência, o juiz eleitoral ou o relator devem determinar a suspensão do repasse das cotas do Fundo Partidário ao partido omisso.

Segundo o presidente da comissão de Direito Eleitoral da OAB Rio Preto, José Antônio Ercolin, todos os partidos com sedes provisória ou constituída devem apresentar a prestação de contas. “Essa declaração deve ser feita mesmo pelas agremiações partidárias que não realizaram nenhuma despesa, ou que não receberam nenhum ativo. Mesmo que o partido não mantenha uma estrutura física, é importante que esclareça à Justiça Eleitoral como desenvolve as atividades. Além disso, como a legislação exige que sejam mantidas contas bancárias abertas, para recebimento de eventuais recursos, é necessário que se demonstre, mesmo que ‘zerada’, que o partido cumpre com as exigências legais”.

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O processo de contas não prestadas envolve diversos procedimentos, entre eles juntada de documentos, levantamento de dados sobre eventual recebimento de recursos do Fundo Partidário, manifestação do Ministério Público Eleitoral e julgamento. Mesmo que o prazo tenha sido oficialmente encerrado, o advogado ressalta que é importante não deixar de entregar a documentação e orienta aos dirigentes sobre a forma de proceder. “O primeiro passo é procurar um profissional da área contábil para que possa realizar essa prestação de contas, mesmo que extemporânea, já que a ausência desta apresentação pode lhe causar punições”.

As punições citadas pelo especialista variam e pode levar o partido a ficar de fora das eleições de 2024. “As punições aplicáveis no caso da ausência da prestação de contas vão desde a suspensão de suas atividades, o que impediria o partido de participar da disputa eleitoral de 2024, até a suspensão do repasse das cotas do Fundo Partidário ao partido omisso. Esta ausência de repasses causaria um prejuízo inestimável, uma vez que o financiamento de campanha atualmente é composto, basicamente, pelos recursos públicos repassados aos partidos”, detalhou Ercolin.

Ainda de acordo com o advogado, mesmo que não haja repasses de verbas fora dos períodos eleitorais, a Justiça Eleitoral exige que todos os tipos de doações sejam declarados. “Normalmente as reuniões partidárias são realizadas nas residências, ou seja, basicamente o partido sobrevive de doações de seus líderes. Assim, mesmo que o partido não mantenha uma estrutura física, é importante que esclareça à Justiça Eleitoral como desenvolve suas atividades”.

No Estado

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Dos 7.466 diretórios municipais vigentes no ano passado no Estado de São Paulo, apenas 3.381 entregaram os balancetes das contas, ou seja, 4.085 diretórios municipais não enviaram a documentação para a Justiça Eleitoral paulista, o equivalente a 54,71% do total.

Na esfera estadual, os partidos PCB, PCO, PMB, Agir e Pros não entregaram a prestação de contas 2022 dentro do prazo. O Pros foi incorporado ao Solidariedade em fevereiro deste ano, mas, como estava ativo em 2022, é obrigatória a apresentação das contas referentes ao exercício do ano passado.

O partido com maior representação em nível municipal no ano de 2022 é o PSDB, existente em 96,27% dos municípios paulistas, ou seja, em possui diretórios em 621 das 645 cidades. Na sequência, aparece o PSD, presente em 614 municípios paulistas.

O partido com o menor número de órgãos municipais no estado é o Unidade Popular (UP), que tem diretórios em apenas nas cidades de Mauá, Mogi das Cruzes e São Paulo.

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