Esportes
Departamento de Arbitragem da FPF admite falhas contra o Rio Preto EC
Presidente do clube aponta prejuízos esportivos e financeiros e cobra mais critério e uniformização nas decisões da arbitragem
O Rio Preto Esporte Clube voltou ao centro do debate sobre arbitragem no Paulistão Série A3 Rivalo após o Departamento de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol reconhecer erros cometidos em partidas da equipe. Reservado em relação ao tema, o presidente José Eduardo Rodrigues decidiu se manifestar diante do que considera uma sequência de decisões equivocadas que têm impactado diretamente o desempenho do time e causado prejuízos fora de campo.
Erros que custaram classificação
Na temporada passada, o Rio Preto ficou fora do G8 da Série A3 após jogos marcados por lances polêmicos. Um dos episódios mais citados ocorreu na terceira rodada, no empate por 1 a 1 com o Rio Branco, em Americana. Segundo o clube, o árbitro Humberto José Júnior marcou um pênalti considerado inexistente após contato forçado do atacante Júlio Victor com o defensor Iago Forte, em lance fora da área. Marcelinho converteu a cobrança e decretou o empate.
No mesmo confronto, o Rio Preto teve a chance de sair com a vitória no último lance, quando PH ficou cara a cara com o goleiro. O assistente Vinícius Santana da Silva, porém, assinalou impedimento inexistente, anulando a oportunidade do segundo gol.
Atuação contestada no Riopretão
Na oitava rodada, jogando em casa, o Rio Preto foi derrotado por 1 a 0 pela Francana em partida marcada por forte contestação à arbitragem de Vinícius Nunes Lima dos Santos. O gol da equipe visitante saiu aos 12 minutos do segundo tempo, mas o clube esmeraldino reclamou de um gol anulado e de um pênalti não marcado.
Aos 36 minutos, Medina balançou as redes após passe de Córdoba, mas o assistente Rodrigo Schmidt marcou impedimento, decisão bastante questionada por jogadores, comissão técnica e torcedores. Ainda no primeiro tempo, aos 44 minutos, a bola tocou na mão de Matheus Prado dentro da área, e a arbitragem optou por mandar o jogo seguir.
Problemas logo na estreia
Os erros voltaram a ser tema já na primeira rodada do Paulistão A3 de 2026, no empate por 2 a 2 com o Rio Branco. O Rio Preto abriu 2 a 0 e foi para o intervalo em vantagem, mas cedeu o empate na etapa final. A arbitragem ficou a cargo de Ana Caroline D’Eleuterio de Sousa Carvalho.
Após o jogo, José Eduardo Rodrigues afirmou que o resultado não refletiu o que foi a partida e destacou dois lances decisivos. Segundo ele, a árbitra marcou inicialmente um pênalti inexistente a favor do Rio Branco, corrigido apenas após intervenção do assistente. Na sequência, deixou de assinalar uma penalidade clara em Bruno Luka, mesmo após dar vantagem no lance.
FPF reconhece falhas
Diante da repetição de episódios, o presidente do Rio Preto encaminhou relatórios e imagens ao Departamento de Arbitragem da FPF, que reconheceu as falhas apontadas. Para o dirigente, a situação vai além dos erros de campo e envolve critérios de escalação.
José Eduardo questionou quem devolverá os pontos perdidos e afirmou que o clube tem sido tratado como laboratório de experiências. Segundo ele, a árbitra não tinha condições de comandar uma partida daquele porte, e a responsabilidade deve recair também sobre quem realizou a escala.
Falta de critério
Outro lance que gerou revolta ocorreu no empate por 1 a 1 contra o União Barbarense, fora de casa, pela terceira rodada, no dia 31 de janeiro. Aos 31 minutos, a bola tocou na mão de Elivelton dentro da área, mas a arbitragem novamente mandou o jogo seguir. O presidente comparou o lance com outro, semelhante, em partida entre União São João e Rio Claro, em que o pênalti foi marcado.
Para José Eduardo Rodrigues, o principal problema está na falta de critério e de uniformização nas decisões, o que compromete a credibilidade da competição e penaliza diretamente clubes como o Rio Preto.
Abaixo, o relatório apresentado:




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