Política
Vereador apresenta moção de repúdio contra secretária de Educação
Parlamentar aponta falhas de gestão; Secretaria atribui problema à empresa contratada e diz ter notificado fornecedora
O vereador Alexandre Montenegro (PL) protocolou uma moção de repúdio contra a secretária de Educação de Rio Preto, Rosicler Quartieri, por causa do atraso na entrega dos uniformes escolares para alunos da rede municipal.
O documento foi apresentado à Câmara nesta sexta-feira (17). Na moção, Montenegro afirma ter recebido reclamações de famílias e sustenta que os estudantes iniciaram o ano letivo sem os uniformes, com as primeiras entregas ocorrendo apenas neste mês.
Segundo o parlamentar, a situação evidencia falhas de planejamento, gestão e execução de uma política pública considerada essencial para a rede de ensino.
“O atraso demonstra desatenção às necessidades básicas dos alunos e de suas famílias”, afirma trecho da moção.
No texto, o vereador argumenta que a falta dos uniformes gerou custos extras para responsáveis, que precisaram providenciar vestimentas para os estudantes, além de provocar transtornos e desigualdade entre os alunos. A proposta será analisada pelo plenário da Câmara na sessão da próxima quinta-feira (23).
Secretaria atribui atraso a fornecedora
Em nota enviada há cerca de duas semanas, a Secretaria de Educação afirmou que o atraso decorre de problemas no fornecimento por parte da empresa contratada, incluindo entregas fracionadas e inconsistências em grades de numeração.
Segundo a pasta, o município notificou formalmente a empresa e publicou, em 1º de abril, uma notificação derradeira no Diário Oficial, concedendo prazo para apresentação de contraditório pela fornecedora.
“A Secretaria acompanha de forma rigorosa o cumprimento contratual e segue adotando todas as medidas administrativas cabíveis para garantir a regularização do fornecimento e a entrega dos uniformes aos estudantes da rede municipal”, informou a pasta.
A secretaria também afirmou que não houve alteração oficial na composição dos kits e que as entregas continuam sendo feitas conforme os lotes são disponibilizados pela empresa, com monitoramento junto às escolas para que todos os alunos sejam atendidos.
Com a inclusão do posicionamento da secretaria, a discussão sobre o tema passa a reunir versões divergentes: de um lado, a crítica do Legislativo à condução do processo; de outro, a justificativa do Executivo de que o problema está relacionado ao descumprimento contratual da fornecedora.
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