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Oscar Schmidt morre aos 68 anos e deixa legado eterno no basquete brasileiro

Ídolo da seleção e recordista olímpico, “Mão Santa” enfrentava há 15 anos um tumor cerebral

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Theo Wargo/Getty Images

Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, o ex-jogador Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro e mundial. Conhecido como “Mão Santa”, ele passou mal em Santana de Parnaíba, foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, mas não resistiu. A informação foi confirmada pela assessoria do ex-atleta.

Oscar enfrentava há 15 anos um tumor cerebral e, segundo familiares, vinha com a saúde debilitada após uma cirurgia recente. O velório será reservado à família, conforme informou a assessoria.

Dono da histórica camisa 14 da seleção brasileira, Oscar construiu uma trajetória única no basquete. É até hoje o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos em cinco edições consecutivas, um recorde que ajudou a consolidar seu status de lenda.

Com a camisa da Seleção Brasileira de Basquete, conquistou três títulos sul-americanos, o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em uma das vitórias mais emblemáticas do esporte brasileiro contra os Estados Unidos, e o bronze no Mundial de 1978.

No cenário internacional, tornou-se um caso raro ao ser incluído tanto no Hall da Fama da FIBA quanto no Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga norte-americana.

Oscar também marcou época por ter recusado a NBA para seguir defendendo a seleção brasileira em um período em que jogadores da liga eram impedidos de disputar competições internacionais, decisão que reforçou sua imagem de símbolo do basquete nacional.

Em nota, a assessoria destacou a coragem com que o ex-jogador enfrentou a doença e afirmou que seu legado “transcende o esporte e inspira gerações”.

A morte de Oscar encerra a trajetória de um dos maiores atletas da história do Brasil e de um nome que transformou o basquete em paixão nacional.

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