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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 4 de fevereiro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

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Morte anunciada

Fadado à morte desde o primeiro minuto em que a proposta foi apresentada e aprovada, a Câmara de Rio Preto deve voltar atrás e acabar com as duas sessões às terças-feiras (uma matinal e outra vespertina). Projeto de Resolução com esse objetivo é assinado por Jorge Menezes (PSD) que se presta ao serviço no lugar de quem deu o tapa e escondeu a mão, assim como na primeira proposta, que estabeleceu as duas sessões, que foi assinada por Cláudia de Giulli (MDB), mas não foi escrita por ela. Na verdade, não é um projeto. É arrego mesmo.

Xixi na arvorezinha

A mudança da sessão às terças-feiras foi sob medida para prejudicar e criar problemas para os vereadores Renato Pupo (PSDB) e Robson Ricci (Republicanos). À época, essa coluna afirmou que aquele modelo estava fadado a morrer pelas mãos das pessoas que decidiram as mudanças usando o fígado para fazer política. Os dois vereadores objetos da retaliação, trabalham em tempo integral e estavam criando problemas para o grupo ao qual se opunham, quando a sessão acontecia uma única vez, num horário confortável para eles. Aqui, foi dito que o tiro sairia pela culatra. A previsão foi que não chegava ao final do ano. Não durou 3 meses. A perseguição a Pupo é porque, como delegado, recebeu denúncia anônima contra 11 vereadores por suposto esquema de rachadinha e encaminhou à Seccional. Para o grupo, ele é um “traidor”. Se não encaminhasse, teria prevaricado.

“Pipipi”

Menezes disse à repórter Bia Menegildo, da CBN Grandes Lagos, que apresentou o projeto sem conversar com os outros vereadores. Afirma que não há projetos suficientes para duas sessões e quer evitar os “pipipi” daqui e “pipipi”, de lá. Fato é que ele admite que alguns vereadores conhecem a proposta. Na verdade, são os mesmos políticos semi escolarizados e fundamentalistas cristãos esclarecidos que estão por traz da trama. Descobriram que deram o dobro de palanque eleitoral para os adversários que são candidatos a deputados no final do ano. Renato Pupo disse que concorda com a volta da sessão única e vai votar a favor. O presidente Pedro Roberto (Patriota) também é a favor, mas queria que a sessão começasse às 17h. No entanto, mesmo que comece às 16h, ele acredita que o principal, a partir das 18h, poderá ser visto pelos trabalhadores que retornam às suas casas. Menegildo precisou voltar das férias para que a cidade soubesse da informação que dormitava na casa há dias.

Coincidência

No mesmo dia em que circulou a informação que o homem forte do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, estraria conversando com o pré-candidato à presidência Sérgio Moro (Podemos) para possível apoio, o ex-juiz visitou o diretório municipal do partido, dirigido pelo jornalista Diego Polachini. Muita coincidência, já que Polachini é homem do sofá de Marcos Pereira e seu chefe de gabinete no estado de São Paulo. Polachini diz, no entanto, que os dois nunca conversaram, e que Renata Abreu, presidente do Podemos, foi quem pediu a conversa e até um homem do Republicanos para ajudar na campanha. Polachini tem o telefone pessoal de Moro, mas defende neutralidade no 1º turno, para construir uma bancada na Câmara. Pereira também flerta com o ex-presidente Lula. A decisão final será a executiva nacional. 

Malabarismo

Essa história pode render. Na edição do jornal O Estado de São Paulo desta quinta-feira (3), o jornalista William Waack revelou que emissários do Palácio do Planalto consultaram ministros do STF perguntando se, no caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) se desincompatibilizar para disputar a reeleição à Presidência, mas como Embaixador em algum outro país, vai manter o foro privilegiado ou não. Waack diz que ele teme ser preso ao se desincompatibilizar seis meses antes da eleição. A desincompatibilização é obrigatória. Segundo Waack, sem foro privilegiado por seis meses, pode acontecer com ele o mesmo que aconteceu com ex-presidente Michel Temer, preso em uma avenida movimentada do Rio de Janeiro assim que deixou a cadeira. Sem foro privilegiado, os processos que responde, descem para a Justiça comum, correm rapidamente e o bicho pode pegar.

No tapa, nas redes

A votação que impediu a continuidade da Comissão Especial de Investigação (CEI, o mesmo que CPI) das Terceirizadas por mais 45 dias rendeu bate-boca nas redes sociais entre João Paulo Rillo e Cláudia De Giulli. Ao responder uma eleitora que a criticou por votar contra prorrogação, ela disse que não ia dar palanque eleitoral para Rillo, presidente da Comissão, e que o relatório final estava pronto. Rillo respondeu que não há relatório pronto porque ainda tem audiências de interrogação. “A senhora está agindo de má fé ou tem informação que a CEI não tem”. E mais: “Se a senhora considera palanque uma CPI (CEI) que impediu que 180 trabalhadores tivessem carga de trabalho alterada unilateralmente, evitou que 280 merendeiras fossem demitidas e que ainda levou uma empresa a manter o ticket alimentação no valor de R$ 17,00, que tinha trocado por uma marmita de segunda, todos os vereadores deveriam subir nesse palanque, principalmente a senhora”. Cláudia usa os gatos e cachorros como palanques. Eles não usam redes sociais.

Achou a árvore onde nasce votos 

Na última sessão, o vereador que não faz política, Bruno Moura (PSDB), voltou aos velhos tempos do falar grosso como se os seus berros impusessem medo e respeito em alguém. Para ele, na Câmara não é lugar de fazer política. Política é só blá blá blá. Por isso, sem mencionar o nome, provocou João Paulo Rillo (Psol) dizendo que tem gente que faz política desde os 18 anos e nunca fez nada pela cidade. Moura não abre a boca, mas faz, insinua. Rillo, na Tribuna, ironizou Moura, e reafirmou que faz política desde os 14 anos, à luz do dia, e que não quer nem saber o que Bruno Moura fazia aos 18. Como será que Moura foi eleito sem fazer política? Ele tem um projeto social de esporte para crianças carentes na periferia. Será que pediu votos aos pais da garotada ou foi apenas um milagre eleitoral?

Inspirado

A rusga entre Bruno Moura e Renato Pupo continua. Moura publicou em suas redes sociais que Pupo foi contra os trabalhadores ao acompanhar veto do prefeito Edinho Araújo a um projeto de sua autoria. Pupo lembrou que votou a favor do projeto tanto da legalidade quanto do mérito. Portanto, não foi contra os trabalhadores. E que acompanhou o veto do prefeito porque achou que a justificativa técnica está juridicamente correta. Pupo chamou Moura de “picareta” e Moura devolveu chamando Renato Pupo de “vereador Doriana”. Na tréplica, Pupo acusou Moura de ser contra os trabalhadores ao votar pelo fim da CPI das Terceirizadas, que apura calotes contra trabalhadores dessas empresas. Ficou sem resposta. 

Invertida

O vereador Anderson Branco (PL) também levou uma invertida de Renato Pupo. Ao votar contra a homenagem ao delegado João Pedro Arruda, ex-diretor do Deinter, Branco afirmou que, embora nunca tivesse votado contra a Polícia Civil (a esposa do vereador é Policial Civil), no caso, rejeitava a homenagem. Pupo provou que Branco havia votado, em outras sessões, três vezes contra a corporação e o chamou de mentiroso. Branco admitiu os votos contrários. Pupo continua sendo caçado pelos desafetos em todas as sessões.

Eleição

O vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) e o deputado federal Geninho Zuliani (DEM) desembarcam em Rio Preto nesta sexta-feira (04). Na pauta, está a entrega de viaturas do Programa Segurança no Campo, além da assinatura de concessão do aeroporto de Rio Preto e autorização para início de obras de lotes Nossa Casa CDHU. Na agenda, também está prevista a visita nas cidades vizinhas de Uchoa e Novo Horizonte. Convite para a vinda do ex-governador e do deputado foi disparado pelo gabinete do prefeito Edinho Araújo. O secretário estadual da Agricultura, Itamar Borges (MDB) comanda o show durante a entrega das viaturas do Programa Segurança no Campo. Mesmo convidando, Geninho não vai estar presente. Testou positivo para Covid na quinta-feira (3).

Não funcionou

A ação popular que acusava de ilegalidade os pagamentos de gratificações aos servidores da Câmara de Rio Preto durante o período de pandemia foi considerada improcedente pelo juiz da primeira vara da fazenda pública de Rio Preto, Eduardo Garcia Albuquerque. O processo foi movido por Warlen Miller, do MBL, candidato a vereador derrotado nas eleições municipais, questionando a decisão da presidência da Casa em manter o adicional de 35%, mesmo com o rodízio dos servidores durante o período de lockdown, em março do ano passado. A gratificação é prevista em uma lei de 1986. Warlen acabou dando um tiro no pé ao afirmar, na época, que entrar na Justiça é apenas uma tática para ficar conhecido, e se eleger. Citou deputado eleito do Movimento que era desconhecido, usou a tática, e se elegeu. O Poder Judiciário não caiu na cilada.

Bem feito

Tem um meme que corre solto nas redes sociais que se encaixa perfeitamente na minha tentativa de manter contato com o vereador Odélio Chaves (PP). O meme diz: sua mensagem chegou com sucesso, foi lida e solenemente ignorada. Eu enviei o seguinte questionamento a Odélio, o homem de Deus: “O senhor concorda com o projeto apresentado pelo Jorge Menezes para pôr fim às duas sessões às terças e retornar ao antigo modelo? O senhor acha, como ele justifica, que não existem projetos para serem discutidos em duas sessões, ou é uma revisão da proposta da Cláudia, que não teria funcionado?”. Bem feito. Quem me mandou pedir informação a alguém que é pago com dinheiro público para nos representar, não é mesmo?

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