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Corrida pelo Senado em SP se acirra na reta final, aponta pesquisa

Simone Tebet, Guilherme Derrite, Marina Silva e André do Prado aparecem tecnicamente empatados

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A disputa pelas duas vagas de São Paulo ao Senado ganhou um novo desenho na reta final das eleições de 2026. Pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada nesta terça-feira (22) mostra Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP), Marina Silva (Rede) e André do Prado (PL) dentro da margem de erro, em um cenário de empate técnico.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Tebet aparece numericamente na primeira posição, com 29,6% das intenções de voto. Derrite tem 29,3%, Marina registra 28,3% e André do Prado aparece com 25%.

A diferença entre o primeiro e o quarto colocado é de 4,6 pontos percentuais, enquanto a margem de erro é de 2,5 pontos para mais ou para menos. Dessa forma, a pesquisa não permite afirmar que um dos quatro candidatos esteja isoladamente na liderança.

“Os números mostram uma disputa concentrada em quatro candidaturas, sem que a ordem apresentada possa ser interpretada como uma vantagem consolidada”, indica a leitura estatística do levantamento.

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Prado cresce e Salles perde espaço

A principal mudança em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto está no desempenho de André do Prado. No levantamento realizado entre 7 e 10 de setembro, o candidato do PL tinha 19,3%. Agora, aparece com 25%, uma alta de 5,7 pontos percentuais.

No mesmo intervalo, Ricardo Salles (Novo) caiu de 16,4% para 10,6%. A pesquisa anterior mostrava Marina Silva com 30,4%, Simone Tebet com 29,5% e Guilherme Derrite com 28,9%, enquanto Prado e Salles formavam um segundo pelotão.

Tebet praticamente manteve o percentual, passando de 29,5% para 29,6%. Derrite avançou de 28,9% para 29,3%, enquanto Marina oscilou de 30,4% para 28,3%.

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Depois dos quatro primeiros colocados, Salles aparece com 10,6%. Geraldo Rufino (Podemos) tem 5,4%, Soninha Francine (Cidadania), 3,5%, Dra. Eliana Ferreira (PSTU), 2%, e Maíra de Souza (UP), 1,8%.

Guto Schiavetto (Missão) registra 1,2%, Márcio Alves (UP), 1,1%, William Teixeira (Agir), 0,8%, Ednelson Cesaretti (PCO), 0,7%, Weller Gonçalves (PSTU), 0,6%, e Petter Maahs (PCB), 0,4%.

Brancos, nulos e a opção “nenhum” somam 10,4%, enquanto 6,6% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

Derrite lidera no voto de apenas um nome

Quando o eleitor é questionado sobre apenas um candidato, Guilherme Derrite aparece numericamente à frente, com 22,3%. Simone Tebet tem 17,7%, Marina Silva, 17,6%, e André do Prado, 12,6%.

O resultado reforça uma característica específica da eleição para o Senado em 2026: cada eleitor poderá escolher dois candidatos. Assim, a pesquisa estimulada permite até duas respostas por entrevistado e os percentuais podem ultrapassar 100% quando somados.

Diferenças por gênero

O levantamento também apresenta diferenças no comportamento dos eleitores segundo o gênero.

Derrite registra 38,1% entre os homens, contra 21,5% entre as mulheres. Tebet tem 32,2% entre as eleitoras e 26,6% entre os eleitores. Marina aparece com 31,1% entre as mulheres e 25,2% entre os homens.

Marina tem maior rejeição

Na pergunta sobre em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, Marina Silva aparece com o maior índice entre os principais candidatos, com 20,4%.

Tebet registra 16,6%, Derrite tem 11,6% e André do Prado, 9,4%.

Voto espontâneo ainda mostra indefinição

No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, 68,2% dos entrevistados não souberam indicar nenhum candidato.

Derrite aparece com 9,3%, seguido por Marina Silva e Simone Tebet, com 8,1% cada. O resultado indica um nível elevado de indefinição no voto espontâneo, apesar da concentração observada no cenário estimulado.

Metodologia

O Paraná Pesquisas entrevistou presencialmente 1.600 eleitores de 16 anos ou mais em 70 municípios do estado de São Paulo, entre os dias 19 e 21 de setembro.

O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo Partido Liberal (PL) e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-03057/2026.

São Paulo terá duas vagas em disputa para o Senado nas eleições de 2026. Os dois candidatos mais votados no estado serão eleitos para mandatos de oito anos.

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