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Lâmpadas artificiais também fazem mal à pele

Dermatologista afirma que luminárias e os refletores de consultórios odontológicos são mais agressivos por ficarem mais próximos ao rosto

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As luzes artificiais, também conhecidas como luzes visíveis, emitem radiação que desencadeiam efeitos como manchas e envelhecimento. Dessa forma, luzes consideradas inofensivas dentro de ambientes fechados, como lâmpadas fluorescentes e a luz do computador, podem esconder alguns perigos. A boa notícia é que, em comparação com os danos causados pelos efeitos solares, as luzes artificiais são bem menos agressivas e prejudiciais. Estudos apontam que oito horas de exposição às luzes de ambientes fechados equivalem a uma exposição de 1 minuto e 20 segundos em um dia claro de verão. “Parece um número sem importância. Mas se considerarmos o quanto ficamos expostos sem proteção a essas luzes durante anos, temos uma situação que pode preocupar. Até porque a maioria das pessoas trabalha em ambientes internos, sejam eles escritórios, consultórios ou lojas”, alerta a dermatologista Joana Tebar Figueira.

 

Nem todas as lâmpadas emitem a mesma radiação. As lâmpadas que aquecem costumam ser mais prejudiciais que as lâmpadas frias. Já as luminárias e os refletores de consultórios odontológicos, por exemplo, são mais agressivos, por ficarem mais próximos ao rosto. “A luz artificial pode produzir radicais livres, que provocam alterações nas células de pigmentação e nos produtores de colágenos. Por isso, mesmo com o uso de protetor solar, algumas pessoas podem apresentar manchas na pele, conhecidas como melasmas. Enquanto os raios solares são responsáveis por 67% da produção de radicais livres, a luz visível é responsável por 33%”, explica a Dra. Joana.

 A falta de informação é outro agravante. Como a preocupação geral é com o sol, há pouca informação acerca dos danos causados pelas luzes artificiais. “A maior parte dos filtros disponíveis no mercado bloqueiam apenas os raios solares, sem oferecer a devida proteção contra a luz emitida pelas lâmpadas. O mais indicado, nesse caso, é associar o filtro solar ao uso de bases com FPS acima de 30, pois elas garantem uma barreira física contra a luminosidade, mantendo a radiação longe da sua pele”, orienta a especialista.

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