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Operação da Polícia Civil contra esquema de ouro bloqueia R$ 374 milhões

Terceira fase da Operação Ouro Reverso cumpre 31 mandados de busca, determina a interdição de uma joalheria e investiga empresa

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GovSP
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A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (27/10) a terceira etapa da Operação Ouro Reverso, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em roubos, receptação e comércio ilegal de joias e ouro, além de lavagem de dinheiro, no Estado de São Paulo. A nova fase tem como foco o núcleo financeiro do grupo e prevê o bloqueio judicial de mais de R$ 374 milhões em bens e ativos ligados aos investigados.

Coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a operação prevê o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão, a interdição de um estabelecimento comercial de joias e o sequestro de um imóvel.

A ação mobiliza 87 profissionais, entre policiais civis e representantes de órgãos públicos. O objetivo é interromper a circulação dos recursos obtidos ilegalmente e atingir o patrimônio da organização criminosa.

“A Operação Ouro Reverso, assim como outras que estamos realizando com êxito no estado de São Paulo, demonstra a importância desse trabalho conjunto, que reúne inteligência, investigação e análise financeira para atingir o patrimônio das organizações criminosas e enfraquecer sua capacidade de atuação”, afirma o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

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Investigação mira movimentações financeiras

Segundo a Polícia Civil, o grupo funcionava de maneira estruturada, com integrantes responsáveis por diferentes etapas do esquema. A organização obteria joias e metais preciosos por meio de crimes patrimoniais, repassaria os materiais para receptação e transformação e, posteriormente, movimentaria os valores para ocultar sua origem.

Batizada de “A Máquina”, a terceira fase busca identificar os responsáveis pela administração e circulação do dinheiro. Conforme os investigadores, o esquema utilizava empresas, pessoas conhecidas como “laranjas” e transferências sucessivas para dificultar o rastreamento dos recursos e inserir os valores na economia formal.

A análise de celulares, computadores, documentos contábeis e Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) apontou indícios de mudanças societárias, uso de empresas de fachada e transações entre pessoas físicas e jurídicas. Uma das empresas investigadas teria movimentado mais de R$ 356 milhões.

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Apuração começou em 2024

As investigações tiveram início em 2024, depois que os policiais identificaram a entrega de uma joia a um conhecido jogador de futebol durante um cruzeiro marítimo. A pessoa responsável pelo presente tinha condenações relacionadas ao envolvimento com organização criminosa.

A partir desse episódio, a Polícia Civil aprofundou as apurações e identificou uma estrutura suspeita de obter, transformar e comercializar metais preciosos de origem criminosa.

A primeira fase da Operação Ouro Reverso ocorreu em maio de 2025. Denominada “O Sangue”, a etapa teve como alvo o núcleo suspeito de participar de roubos violentos de alianças e da receptação inicial das peças. As diligências permitiram reunir informações sobre a atuação do grupo e identificar outros possíveis integrantes.

Segunda fase apreendeu R$ 1,6 milhão em joias

Em agosto de 2026, a segunda etapa, chamada “A Fachada”, concentrou-se em estabelecimentos comerciais, oficinas e laboratórios que, segundo a investigação, seriam utilizados para transformar ouro e joias obtidos ilegalmente em novos produtos.

Os alvos estavam principalmente em uma região do centro da capital paulista conhecida como “Círculo do Fogo”, que concentra fundições, fabricantes e comerciantes de metais preciosos.

Na ocasião, foram apreendidos R$ 1,6 milhão em joias. Também foram determinados bloqueios de bens e ativos que totalizaram R$ 35 milhões.

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