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Registros fotográficos imortalizam momentos marcantes de Rio Preto

Pelas lentes de Jorge Maluf e Toninho Cury resgatamos espaços e acontecimentos que fazem parte da história da cidade

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Fotos: Toninho Cury/Jorge Maluf
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Uma jornada de 174 anos tem muitos capítulos. Tantos lugares, acontecimentos, memórias e fatos que são esquecidos, com a renovação dos ciclos. O que foi já não é mais, porém, sempre é possível mergulhar na memória imortalizada e relembrar, ou até mesmo conhecer, fatos e lugares que fazem parte da trajetória da cidade e do seu povo. Para isso, contamos com a colaboração de dois metres da fotografia que, em Rio Preto, construíram suas carreiras, buscam inspiração e, assim, ajudam a registrar a história.

“Embora nascido em Monte Aprazível, desde os 12 anos moro em Rio Preto e me considero rio-pretense. É uma cidade completa no que diz respeito a educação, medicina, odontologia, cultura, etc, e eu tive o prazer e felicidade de acompanhar o dinamismo, o crescimento maravilhoso da cidade nesses 64 anos que aqui resido. Aqui exerço a profissão de fotógrafo com muita felicidade, tendo constituído família, conquistado amigos, sou grato por morar aqui. A Câmara Municipal me homenageou em 2014 com a ‘Medalha 19 de Julho’ e o ‘Diploma de Gratidão da Cidade de São José do Rio Preto’, mas eu que sou imensamente grato por ser acolhido pela sociedade rio-pretense. Amo Rio Preto!”, destaca Jorge Maluf que atua como fotógrafo desde 1964.

Ainda no início da carreira, ele registrou uma procissão, da Sexta-feira da Paixão, na antiga Catedral de São José. Estima-se que, em 1966, três mil pessoas se reuniram na frente da igreja, com velas nas mãos.

Quando a Famerp formou sua primeira turma de médicos, em 1973, as lentes de Jorge registraram a Colação de Grau, que teve como palco o Cine São José.

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No desafio do antes e depois, o que mudou no cruzamento da rua Siqueira Campos com a avenida Bady Bassitt em um intervalo de quase 50 anos? A primeira imagem é de 1965 e a segunda de 2014.

Em abril de 1998 Rio Preto parou, e milhares de pessoas da cidade e região se concentraram para ver a implosão das torres Portugal e Espanha, depois que a torre Itália desabou. Jorge estava entre os profissionais que registraram o momento.

E em 2010, Jorge escolheu um prédio alto, no bairro Boa Vista, e fez o registro da área central da cidade. É fácil identificar pontos conhecidos.

 Laços fortes

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Atuante desde 1970, Toninho Cury é outro profissional que faz questão de retratar a cidade em seus detalhes mais inesperados. “Minhas duas paixões, desde a infância, foram a música e a fotografia. Fui músico e sonhava em ser cineasta. Por causa do cinema parti para a fotografia, mas aí é outra história. Em relação à cidade de Rio Preto, sempre foi uma inspiração retratá-la, primeiro por ser minha cidade natal e também por ter acolhido meus pais e avós, que vieram do Líbano e por aqui tudo começou. Meus laços com a cidade continuam fortes”, ressalta ele.

Entre os seus registros mais antigos está o Aerador da Represa Municipal, feito em junho de 1972. “Até então, nunca tinha visto uma foto colorida noturna. Eu fui até lá e fiz um registro”, conta Cury.

Também vale o compartilhamento do prédio da biblioteca, que em janeiro de 1978 ainda estava sendo construído. O detalhe fica por conta de uma grande enchente que, na época, fez o maior estrago na baixada do rio Preto.

Toninho também traz o palacete das “Casas Rignani”, na Bernardino de Campos, em foto de outubro de 1992, quando foi colocado à venda. Era um dos sobrados mais bonitos da cidade e depois de vendido foi demolido e substituído por um salão comercial.

Já em 2022, a Basílica é o ponto central de um registro que foi uma conquista. “Fotografar raios é um desafio, uma caixinha de surpresas. A gente tem de usar técnica e, acima de tudo, sorte. Mas nem sempre as duas ajudam. A técnica ‘fura’ devido à intensidade do raio e à sorte, porque às vezes cai fora do enquadramento da câmera. É muito difícil!”, celebra Toninho.

Antes e depois: cruzamento das ruas Siqueira Campos e avenida Bady Bassitt Foto: Jorge Maluf

Construção da Biblioteca Municipal  Foto: Toninho Cury

Sequência da implosão dos edifícios Portugal e Espanha, em 1998 Foto: Jorge Maluf

 

Implosão dos edifícios Portugal e Espanha Foto: Jorge Maluf

Raio na Basílica Menor Nossa Senhora da Aparecida Foto: Toninho Cury

Casas Rignanin na rua Bernardino de Campos Foto: Toninho Cury

Antiga Catedral na Semana Santa da Paixão Foto: Jorge Maluf

Colação de Grau da Primeira Turma de Medicina da Famerp Foto: Jorge Maluf

Área Central de Rio Preto vista do alto Foto: Jorge Maluf

Aerador da Represa Municipal Foto: Toninho Cury

 

 

 

 

 

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