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Vítima de golpe ‘elaborado’, rio-pretense perde quase R$ 30 mil

Mulher pensou que falava com a gerente do banco e deixou que criminosos tomassem conta remotamente do celular dela

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Divulgação/Ilustrativa
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Quase R$ 30 mil de prejuízo. Foi o que sofreu uma rio-pretense vítima de golpe nesta quarta-feira (4), entre empréstimo e transferências realizadas da conta dela sem consentimento. De acordo com informações do boletim de ocorrência, a moradora do Parque Estoril, de 72 anos, pensou que falava com a gerente do banco e acabou ludibriada por criminosos cibernéticos.

Na delegacia, declarou que “recebeu uma ligação de telefone fixo [DDD 017] de uma mulher que se identificou como funcionária da instituição financeira na qual ela é correntista. A suspeita lhe informou que o motivo do contato era porque estava sendo realizada uma tentativa de transação financeira na conta dela a partir de uma agência de Guarulhos e que o banco achou estranho”.

A ação dos bandidos foi tão bem elaborada, que, em seguida, “a ligação foi transferida para a ‘gerente’ da conta e, enquanto ela aguardava, tocava música na espera idêntica à música do banco. Garantiu que não passou nenhum dado, mas a criminosa sabia o nome dela e a data em que nasceu. No momento em que a ligação foi retomada, a pessoa afirmou que seria feito o cancelamento da movimentação desconhecida e um boletim de ocorrência, recebendo, inclusive, um número de protocolo”.

O ‘conselho’ foi para a vítima baixar um aplicativo de nome ‘QuickSupport’ (que permite a pessoa tome conta do aparelho dela de forma remota rapidamente), normalmente utilizado para suporte técnico, e que o celular fosse colocado sobre o modem da internet com a tela para baixo.

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Após várias tentativas, com a ligação caindo muitas vezes, mas com o controle do aparelho da vítima, criminosos se aproveitaram e realizaram um empréstimo no nome dela no valor de R$ 18.584,99 mil, além de duas transferências, um TED de R$ 4,1 mil (chave pessoa física nome masculino), um Pix de R$ 2.215 mil para a mesma pessoa e, por fim, um outro Pix para outra conta pessoa física com chave de nome masculino, este de R$ 2.430 mil.

Ao final da última ligação, a envolvida disse à rio-pretense que “era para ela ir até a agência do banco no dia seguinte e que nem precisava de senha para ser atendida, porque já ia deixar o nome dela na portaria”. Como em praticamente todos os casos desta natureza, a vítima só percebeu o golpe após conferir extrato bancário.

No registro policial foi anexado o referido extrato com todas as movimentações financeiras realizadas pelos golpistas e a mulher de pronto deixou confirmado interesse na investigação e processo criminal contra os envolvidos.

Ela recebeu orientação de que tem seis meses de prazo para isso, tempo este que só passa a contar quando – e se – os criminosos forem devidamente identificados. O caso acabou encaminhado à delegacia correspondente a área dos fatos, que vai investigar.

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