Saúde
Coração e cérebro: uma conexão vital para a saúde
Artigo escrito pelo Prof. Dr. Edmo Atique Gabriel
O coração e o cérebro mantêm uma relação direta e essencial para o funcionamento do corpo. Por meio de grandes vasos sanguíneos — como a aorta e as artérias carótidas —, o coração envia sangue rico em oxigênio e nutrientes ao cérebro, garantindo sua atividade. Em contrapartida, o cérebro atua como uma “central de comando”, regulando funções vitais, inclusive a atividade cardíaca.
Quando essa comunicação é prejudicada, os efeitos podem ser graves. Infartos extensos, arritmias, insuficiência cardíaca e picos de pressão arterial reduzem o fluxo sanguíneo cerebral, causando sintomas como tonturas, desmaios, confusão mental e até convulsões. Entre as arritmias, a fibrilação atrial se destaca por reduzir em até 30% o fluxo de sangue ao cérebro e por aumentar o risco de coágulos que podem causar um acidente vascular cerebral (AVC).
A pressão arterial, quando descontrolada, também representa um perigo. Picos de pressão podem provocar espasmos ou rompimentos de artérias cerebrais, resultando em AVCs isquêmicos ou hemorrágicos. No caso de hemorragias mais graves, há risco de paralisia, convulsões e até parada cardíaca. O aneurisma cerebral, muitas vezes silencioso, é outro risco: sua ruptura leva a hemorragias fatais em até 40% dos casos.
Há, ainda, uma relação direta entre saúde cardiovascular e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e demência. Obstruções nas artérias do coração e hipertensão mal controlada estão associadas ao acúmulo de proteínas no cérebro que aceleram esses quadros. O sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são fatores que agravam esses riscos.
Estudos apontam que metade da população mundial acima dos 20 anos apresenta algum tipo de doença cardiovascular, e menos de 25% pratica atividade física regularmente. Esse cenário reforça a importância da prevenção. Mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e controle de doenças crônicas, são as medidas mais eficazes.
A medicina moderna também avança em diagnósticos e prevenção, com tecnologias como metabolômica, proteômica e inteligência artificial, que permitem identificar riscos precocemente e propor tratamentos mais personalizados.
O recado dos especialistas é claro: a saúde do cérebro depende da saúde do coração. Cuidar dos dois começa com escolhas conscientes no dia a dia e atenção regular a fatores de risco. Prevenção, informação e hábitos saudáveis são os caminhos mais seguros para proteger essa conexão vital.
Prof. Dr. Edmo Atique Gabriel. Cardiologista com especialização em Cirurgia Cardiovascular, orientador de Nutrologia e Longevidade e coordenador da Faculdade de Medicina da Unilago.
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