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Projeto de Rio Preto sobre primeira infância recebe prêmio internacional

Iniciativa atende famílias, forma profissionais e atua em parceria com a Vara da Infância e Juventude

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Arquivo pessoal

Um projeto criado em Rio Preto e voltado ao atendimento de bebês na primeira infância foi reconhecido internacionalmente e segue ampliando sua atuação no município, com impacto em áreas como saúde, educação e assistência social.

O Projeto Ninho do Bebê recebeu o prêmio da International Psychoanalytical Association, durante evento realizado em Lisboa. A entidade foi fundada em 1910 pelo “pai da psicanálise”, Sigmund Freud. O reconhecimento colocou a iniciativa ao lado de projetos desenvolvidos em outros países, como Índia, Israel e México.

Criado em 2017, o projeto surgiu diante da ausência, na cidade, de um modelo integrado de atendimento voltado a crianças de 0 a 3 anos. Atualmente, conta com dezenas de voluntários e realiza centenas de atendimentos gratuitos por ano, envolvendo gestantes, bebês e famílias, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.

Além do atendimento direto, o projeto atua em diferentes frentes. Há participação na UTI Neonatal da Santa Casa de Rio Preto, acompanhamento de bebês prematuros, apoio em processos de adoção e ações em comunidades. A iniciativa também contribui para a formação de profissionais que atuam na rede pública, incluindo visitadores e supervisores do Programa Criança Feliz, além de médicos residentes e outros trabalhadores da área.

Mais de 800 famílias são atendidas atualmente. O projeto também mantém parceria com a Vara da Infância e Juventude, sob responsabilidade do juiz Evandro Pelarin, com participação em grupos de apoio à adoção, acompanhamento de famílias e atuação em creches.

Na prática, o modelo busca atuar de forma precoce no desenvolvimento infantil, com foco no fortalecimento de vínculos familiares e no acompanhamento de situações consideradas mais complexas. A proposta envolve integração entre diferentes setores da rede de proteção à criança.

A idealizadora do projeto, a pediatra Cláudia Boutros Carvalho, afirma que o reconhecimento internacional ampliou a visibilidade da iniciativa e destaca a importância da atuação nos primeiros anos de vida.

“A gente não espera o problema aparecer. O trabalho começa cedo, olhando o bebê, a mãe e o vínculo. Isso muda o desenvolvimento da criança e o caminho da família”, diz.

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