Uma dona de casa, de 45 anos, procurou a delegacia de plantão para denunciar episódios de bullying envolvendo o filho, de 13 anos, na Escola Estadual Dr. Oscar de Barros Serra Dória, no bairro Solo Sagrado, em Rio Preto.
O adolescente, diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), segundo a mãe, tem sido alvo frequente de constrangimentos no ambiente escolar. Em um dos episódios relatados, ele teria sido ofendido por outro aluno e, ao reagir verbalmente, acabou advertido por uma professora.
A mulher afirma que procurou a direção da unidade e que, após insistência, o estudante apontado como autor das ofensas chegou a se retratar. Ainda assim, a partir desse episódio, o filho passou a receber advertências constantes por atrasos na entrada.
De acordo com a mãe, o adolescente depende de transporte público e utiliza um cartão com horário limitado, o que tem dificultado a chegada no início das aulas. A situação teria sido comunicada à escola, mas, conforme o relato, houve resistência em aceitar a justificativa.
Ela também informou à Polícia Civil que o filho continua sendo alvo de provocações por outros estudantes, sem que medidas disciplinares sejam adotadas. O jovem faz uso de medicação prescrita por psiquiatra e, segundo a mãe, apresenta sofrimento emocional e já demonstra resistência em frequentar as aulas. Ainda conforme o registro, uma professora teria se referido ao aluno com um termo ofensivo.
O caso foi registrado como bullying e será investigado pelo 6º Distrito Policial.
A unidade escolar já havia sido citada anteriormente em outra ocorrência envolvendo alunos. Em junho do ano passado, conforme o Gazeta de Rio Preto noticiou, um estudante de 12 anos sofreu uma fratura na perna após ser agredido por um colega dentro da mesma escola, durante uma partida de futebol na quadra.
Na ocasião, conforme o boletim de ocorrência, após um desentendimento, o agressor desferiu chutes contra a vítima, causando lesões. O pai do aluno o encontrou ferido na frente da escola e o levou à UPA Jaguaré, onde exames confirmaram a fratura. O caso foi registrado como lesão corporal e também investigado pelo 6º Distrito Policial.
À época, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que a professora prestou auxílio imediato, que os responsáveis foram comunicados e que o aluno agressor foi afastado das atividades presenciais, cumprindo suspensão com atividades remotas. A pasta também anunciou o envio de equipe do programa Conviva e a disponibilização de atendimento psicológico aos estudantes.